Itabirana é a 1ª brasileira no conselho estudantil internacional

Maria Clara Lacerda dos Santos

“Quem disse que precisa crescer para mudar o mundo?”. É com esse discurso que a adolescente itabirana Maria Clara Lacerda dos Santos, de apenas 14 anos, acaba de se tornar a primeira brasileira a ocupar uma cadeira no conselho estudantil da organização internacional “Design for Change” (no Brasil, chamada de “Criativos da Escola”). Moradora da vila São Geraldo, a jovem é aluna da Escola Municipal Professora Didi Andrade.

Escola Municipal Professora Didi Andrade

Como integrante do grupo, Maria Clara e outros 10 adolescentes de diferentes nacionalidades terão como responsabilidade dar voz aos jovens, se posicionar sobre temas atuais, apoiar projetos inovadores, propor engajamento a respeito de causas importantes, além de promover a troca de conhecimento das diferentes realidades presentes no mundo.  Ainda, o Conselho Estudantil é considerado um espaço para que crianças e adolescentes, de 11 a 16 anos, expressem seus pensamentos e opiniões sobre formas de promover o empoderamento e ampliar as possibilidades de transformar o mundo.

“É muito importante estar no Conselho Estudantil do ‘Design for Change’ para quebrar essa coisa de que só as pessoas mais velhas, com faculdade, possuem o direito de agir para mudar o mundo. Antes de entender qual era o meu papel na sociedade, a importância que eu tinha, eu achava que para mudar o mundo precisava crescer primeiro, estar em um lugar de privilégio, mas não”, conta Maria Clara. Devido à pandemia da covid-19, a adolescente não pôde estar em Paris (FRA), para receber o reconhecimento do cargo.

Maria Clara e sua professora referência Kelle

Além de integrar o conselho estudantil da “Design for Change”, Maria Clara também conquistou o título de “Jovem Transformadora” da Ashoka, uma organização sem fins lucrativos da Índia, presente em 89 países. A rede cria vínculos que proporcionam o fortalecimento de uma massa crítica capaz de incidir em políticas públicas e em instituições governamentais, não-governamentais e empresariais, produzir conhecimento e dar visibilidade a soluções inovadoras e de impacto sistêmico para problemas sociais.

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