Infectologista itabirano alerta: “a guarda não pode baixar”

Marcelo Fontana é referência, e parceiro da imprensa na prevenção da pandemia

Ao começar o novo ano, mas diante da pandemia, o receio é de colapso na rede pública de saúde, diante do desrespeito de regras sanitárias nas reuniões de Natal e réveillon pelo país afora. O médico itabirano Marcelo Fontana, infectologista, alerta os profissionais do segmento para o aumento de casos, e agravamento de pacientes com enfermidades crônicas, mas o alerta mais destacado é direcionado a população: “a guarda não pode baixar,” ao fazer referência aos casos positivos da covid-19, e o agravamento das mortes em Itabira. O ano de 2020 fechou com 44 óbitos na Terra de Drummond.

“Foi um ano difícil, de estruturação dos cuidados sanitários, gestão, atendimento e orientações. Todos devem manter os cuidados necessários e de conhecimento do público. Diante do esgotamento da população, infelizmente foi comum agrupamentos nas festas no fim de ano. Não é hora de esmorecer! A guerra ainda não acabou. Pessoas estão morrendo nos nossos dois hospitais. Nós profissionais da saúde sabemos bem, principalmente aqueles da linha de frente, a quem parabenizo”, disse Marcelo Fontana, relacionando os desafios a serem vencidos e a rotina do novo normal.

O Governo Federal ainda não publicou como será a campanha nacional de imunização, assim como o Estado ainda estuda a melhor estratégica de logística, considerando a cuidados no armazenamento e transporte dos imunizantes. Várias vacinas estão sendo reservadas, mas até o primeiro dia de 2021, sem a autorização da Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde. Países vizinhos, de população consideravelmente menor, começaram a vacinação, mas o Brasil segue sem previsão. Municípios da região se mobilizaram para ter prioridade em 700 mil doses produzidas pelo Instituto Butantan de São Paulo, ainda em fase de aval da União.

“Estamos em vias de ter uma vacina, uma luz no horizonte, mas ainda vai demorar algumas semanas, talvez final do mês, ou início de fevereiro, para começar a retomar aos poucos uma certa normalidade. Os casos hospitalares aumentaram em dezembro. Cuidem-se nessa guerra onde poderemos sair muito machucados. Esse novo aumento no panorama mostra que as regras devem ser parte de uma nova rotina, mesmo após a imunização em massa, que vai demorar por um certo tempo. Desejo um 2021 de muita saúde, paz e cuidados, de quem participou diretamente da gestão na pandemia aqui na cidade”, concluiu o médico infectologista.

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