Itabira: relatório do Inquérito Epidemiológico da Covid-19

Segunda-feira (28), Ronaldo Magalhães e a gestora da secretaria de saúde de Itabira, Rosana Linhares, apresentaram o relatório do Inquérito Epidemiológico da Covid-19, realizado em Itabira entre junho e setembro deste ano. Para o desenvolvimento deste estudo a Prefeitura Municipal firmou parceria com a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) campus Itabira e com a empresa Vale, que viabilizou o projeto de pesquisa disponibilizando os testes rápidos, profissionais de saúde e veículos para testagem.

A secretária explicou ainda que muitas vezes, por ainda não se ter clareza do desenvolvimento da pandemia no Brasil, no Estado e na própria cidade, são adotados parâmetros e estudos internacionais. Segundo ela, diante deste cenário incerto e dinâmico, a Prefeitura de Itabira, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), julgou imprescindível a realização de um estudo científico para conhecer o cenário epidemiológico da doença em Itabira e analisar os indicadores de controle da pandemia, possibilitando, então, a readequação das medidas de contenção do vírus para ampliar a proteção da população e dos trabalhadores.

Foram utilizadas verificações rápidas para as testagens e, concomitantemente, foi realizada uma pesquisa para entender como está o comportamento das pessoas durante a pandemia. A amostra foi estratificada por sexo e idade e totalizou 9.887 pessoas investigadas. Com os resultados dos testes e da pesquisa, se estimou parâmetros epidemiológicos no município como forma de embasar critérios técnicos nas tomadas de decisões da gestão pública no enfrentamento da pandemia.

Os parâmetros epidemiológicos, tais como Taxas de Reprodução (RT) e outros são fundamentais para a projeção de cenários da evolução da covid-19 no município. “Assim, as projeções com base em modelagem estatística e matemática deve orientar os gestores públicos em suas tomadas de decisões quanto às intervenções sociais e sanitárias, demandas hospitalares e outras medidas”, esclareceu Rosana Linhares. Durante o inquérito, a estimativa da RT permaneceu próxima a um ponto percentual, mantendo, assim, um ritmo de contágio controlado.

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