Mutirão de limpeza combate proliferação da dengue em Itabira

Em meio à pandemia, as arboviroses (doenças causadas por vírus como o da dengue, zika vírus, febre chikungunya e amarela) continuam chamando a atenção das autoridades públicas em saúde. Em Itabira uma ação de limpeza está retirando inservíveis que podem reter água, em locais expostos. Até dia 20 de novembro foram registradas 1167 notificações de dengue, e 592 positivos, ou seja, superior a 50% de confirmações. Essa força-tarefa percorreu 67 comunidades, retirando aproximadamente 25 toneladas de itens descartados.

“Durante essa semana estamos recolhendo lixo da região do Juca Rosa e Areão. A região do Juca Rosa contempla vila São Geraldo, vila Piedade, os bairros Jardim das Oliveiras, Eldorado, Área Verde, Praia, Água Fresca, São Pedro, Colina da Praia, São Marcos, São Francisco, Bela Vista e Santo Antônio. No Areão os bairros: Abóboras, Amazonas, Bálsamos, Conceição, Clóvis Alvim, Fênix, Hamilton, Machado, Jardim Belvedere, João XXIII, Ribeira de Cima, São Bento, Santa Marta, Santa Ruth e Valença”, ressaltou Karine Chaves Cabral, diretora de vigilância epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

A força tarefa de limpeza percorreu as localidades, com prioridade para os bairros que apresentaram maior incidência de casos positivos, de segunda a sexta-feira. Após a conclusão, as equipes do mutirão de limpeza, estão gradualmente retornando aos locais visitados. O disque-dengue continua colhendo informações, e denúncias sobre pessoas que juntam itens em locais, que podem se tornar criatórios do vetor da doença: (31) 3839-2600. Antes de a força-tarefa atender a comunidade as agentes de saúde informam aos moradores como proceder.

“O objetivo é tirar todo o lixo que está acumulado nas residências com água, principalmente nesse momento de chuva. Essa atividade ocorre desde junho, com queda nos casos de dengue na progressão do ano, devido à essa retirada dos inservíveis que se tornaram criatórios do mosquito. O tempo favorece a eclosão dos ovos e criação das larvas. É o momento de prevenção, para que cheguemos em janeiro com pouco ou nenhum caso da doença. Olhe no quintal para saber se há sequer um vasinho, tampinha de refrigerante, pratos de plantas e outros itens. Cada um tomando conta de seu quintal, além de não jogar lixo nas ruas”, concluiu Karine Cabral.

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