
Ronan Barbazul. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação
Aprender música sem que a teoria seja um obstáculo. Essa é a proposta do baterista itabirano Ronan Fabrício da Silva “Barbazul” que desenvolve uma metodologia de ensino baseada na prática, na escuta e na experimentação rítmica. Os interessados devem se inscrever presencialmente na sede da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), entre 8h e 18h, ou pelo WhatsApp: 31-99309-7606 (Lorena).
“A música é a primeira linguagem universal e é um conhecimento para a vida toda. Quando pensei nessa oficina, minha intenção foi a de oferecer o aprendizado básico para tocar bateria sem complicações. Será um intensivão de dois dias para quem pretende iniciar no instrumento; mudar a forma como estuda; ou descobrir novas maneiras de aprimorar o que já sabe”, explica o “batera” Ronan Barbazul, responsável pela atividade.
A iniciativa contempla a programação do 52º Festival de Inverno, por meio da oficina “Música sem Academia – Oficina de Bateria e Escuta Rítmica”, que acontece nos dias 23 e 24 de julho, das 17h às 19h30, na Casa do Brás. O público-alvo é formado por pessoas a partir de 14 anos, com limite de 15 alunos, combinando técnica, prática orientada, exercícios de coordenação motora, desenvolvimento da memória muscular e rítmica.
Durante a oficina, será apresentado que o desenvolvimento musical pode acontecer naturalmente, respeitando o tempo de cada participante e priorizando a vivência prática. A proposta dialoga diretamente com o tema desta edição: “Travessias”. A metodologia incentiva a construção do conhecimento por meio da escuta ativa e da repetição consciente, aprendendo com as baquetas em punho e tocando no instrumento.
“O objetivo é ampliar as possibilidades de acesso ao aprendizado, mostrando que é possível desenvolver habilidades musicais por caminhos mais simples e próximos da realidade de quem está começando”, explica Ronan Barbazul. Com mais de 20 anos de experiência como baterista, em diferentes projetos musicais, o oficineiro construiu a metodologia “Música sem Academia” a partir da própria trajetória artística.
Autodidata, ele aprendeu a tocar, na prática. “Muitas pessoas desistem de aprender um instrumento por acharem que o conhecimento musical depende, obrigatoriamente, de formação acadêmica. A oficina busca romper essa barreira, aproximando novos públicos da música; colocando a prática como ferramenta de desenvolvimento artístico e dando espaço para a criatividade e a liberdade musical”, finaliza o “batera”.
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