Comércio em clima de otimismo para a compra dos presentes no Dia dos Namorados

Foto: Fecomércio MG/Divulgação

O comércio varejista de Minas Gerais chega ao Dia dos Namorados de 2026 com expectativa positiva e aposta no apelo emocional da data para movimentar as vendas em todo o Estado. Pesquisa da área de Estudos Econômicos e Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG mostra que mais de 43% dos empresários esperam resultados melhores do que os registrados no ano passado, enquanto 40% acreditam em estabilidade nas vendas. A pesquisa aponta ainda que a data já impacta diretamente em quase 90% das empresas, consolidando a data como uma das mais relevantes.

Para a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins, a combinação entre apelo afetivo e estratégias comerciais ajuda a explicar o cenário de confiança do empresariado. “Mesmo em um contexto de maior cautela do consumidor, o Dia dos Namorados continua sendo uma data com forte capacidade de mobilizar compras. Existe um componente emocional importante, que faz com que o consumidor priorize a celebração e procure presentes, experiências e lembranças para marcar o momento”, afirma a especialista, ao avaliar o impacto no calendário promocional do primeiro semestre.

Entre os empresários que esperam vendas melhores, o principal fator apontado é o otimismo e a esperança de um mercado mais aquecido, percepção mencionada por 60% dos entrevistados. O valor afetivo da data aparece na sequência, com quase 23%, seguido pelo aquecimento do comércio, com 17%.  Por outro lado, entre os empresários que projetam desempenho inferior ao do ano passado, os principais motivos citados são o comércio estagnado e a crise econômica, ambos com 32%, além do consumidor mais cauteloso, mencionado por 22% dos entrevistados.

As estratégias mostram um varejo cada vez mais conectado ao digital. Segundo a pesquisa, quase 82% das empresas pretendem investir em divulgação. O Instagram lidera entre os canais, utilizado por 81% dos empresários, seguido pelo WhatsApp, com 53%, e Facebook, com  quase 20%. “A presença digital deixou de ser complementar e passou a ocupar papel central nas campanhas promocionais. Redes sociais e aplicativos se tornaram ferramentas estratégicas para aproximação com o consumidor e estímulo à compra rápida”, destaca Gabriela Martins.

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