
Plantio de mogno africano. Foto: CNB/Divulgação/CENIBRA
Integrar sustentabilidade, cultura e desenvolvimento são ferramentas para ampliar o valor de cada recurso renovável. A CENIBRA apoia o Projeto Luthier – Arte, Ofício e Cidadania, iniciativa que transforma madeira de florestas plantadas em instrumentos musicais e oportunidade de formação para jovens de Barão de Cocais, que fica a 60 quilômetros de Itabira. A proposta une técnica, cultura e responsabilidade ambiental ao ensinar luteria e musicalização a partir do uso consciente de espécies cultivadas.
Idealizado pelo luthier Pedro Alexandrino, o projeto surgiu do desafio de encontrar alternativas às madeiras nativas tradicionalmente usadas na luteria, muitas delas raras, caras ou protegidas por lei. A solução veio com o eucalipto, de florestas plantadas e que, após experimentação, revelou grande potencial acústico. “Eu queria trabalhar com madeiras brasileiras e o eucalipto mostrou que era possível fazer um instrumento de alta qualidade”, explica o profissional de construção dos instrumentos.

Luthier Pedro Alexandrino. Foto: CNB/Divulgação/CENIBRA
O eucalipto cultivado pela CENIBRA apresenta características favoráveis à construção de instrumentos, como menor densidade, resultado das áreas mais úmidas onde cresce, contribuindo para a maior vibração e clareza sonora. A iniciativa amplia o destino desse recurso renovável e fortalece o uso responsável da matéria-prima que, além de ser a utilizada, para produção de celulose, passa a ocupar outros lugares: música, cultura e formação profissional. Clique aqui e acesse a página da CENIBRA.
A nova etapa do projeto inclui testes com mogno africano, espécie plantada que passa a integrar o portfólio florestal da CENIBRA. A análise ainda é inicial, mas segue o mesmo princípio que guiou o estudo do eucalipto: reduzir a pressão sobre madeiras nativas, ampliar o leque de espécies sustentáveis para a luteria e compreender o comportamento acústico, a densidade e a resposta à vibração. “Eu passei a pesquisar possibilidades de madeiras e comecei a experimentar”, lembra Pedro Alexandrino.

Florestas plantadas com eucalipto . Foto: CNB/Divulgação/CENIBRA
O avanço das pesquisas com o mogno africano amplia o papel das florestas plantadas no desenvolvimento de soluções culturais e tecnológicas. “Para nós, sustentabilidade é olhar para a floresta plantada como um recurso capaz de transformar vidas. Quando essa madeira chega à música e à formação de jovens, entendemos que nossa atuação vai além da produção, ela alcança o desenvolvimento humano e cultural das comunidades”, afirma José Sawinski Júnior, assessor de Sustentabilidade da CENIBRA.




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