Formada comissão da Câmara de Itabira para analisar cassação de vereador

Sorteio dos membros da comissão

O vereador Luiz Carlos “de Ipoema” foi denunciado por se comportar de forma invasiva ao filmar pessoas em atendimento e servidores públicos na realização da sua função, sem autorização dos envolvidos e supostamente utilizar o material para ganhar espaço nas redes sociais. A denúncia foi relatada na reunião ordinária do Poder Legislativo desta segunda-feira (18). Uma assessoria jurídica foi contratada para dar andamento ao processo, e foi através do advogado Hamilton Roque Miranda Pires, que acumula experiência em assessoria e consultoria jurídica parlamentar, procuradoria municipal, defesa de agentes públicos, direito administrativo e eleitoral, na região do Vale do Aço.

Luiz Carlos “de Ipoema” atendeu a imprensa sobre o procedimento

Foi feito o sorteio dos membros da comissão processante respeitando as siglas com maior representatividade na Casa: PSB, PTB e Solidariedade. O sorteio apontou Rodrigo Diguerê, Reinaldo Lacerda e Sidinei Rabelo “Didi”. Eles se reuniram na sala da presidência e, por unanimidade entre eles, indicaram nesta mesma ordem a função dentro do colegiado: Diguerê (presidente), Reinaldo (relator) e Didi (vogal). Eles passam a ter 90 dias a partir desta data para elaborar relatório, que será lido em plenário, na data da avaliação dos 16 vereadores (o alvo não participa) para aceitar ou não a cassação. “Estou tranquilo e vou continuar realizando meu trabalho”, resumiu Luiz Carlos ao final da reunião.

Vereador (D) ouve a decissão da instauração da comissão

“A comissão processante foi formada com os membros por sorteio, por meio de populares, inclusive. Não se tem como fugir dessa responsabilidade de assumir a função. Eu fui o escolhido entre os pares, devido à experiência de outros mandatos. A função é dar andamento ao procedimento, respeitando o contraditório, trazendo as questões jurídicas que envolvem a denúncia. Ao final, será emitido relatório. Vamos fazer um trabalho com muita seriedade, dando ao colega respeito e espaço para fazer a sua defesa e tomar as decisões pelas conclusões fáticas”, disse Diguerê. No plenário, três vereadores foram contrários à formação da comissão processante: Jordana Madeira, Ronaldo Capoeira e Didi.

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