
Marco Antônio Lage (presidente) e Viviane Duarte (secretária-executiva). Foto: Ascom/PMI
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da região do Médio Piracicaba opera com um déficit financeiro de R$ 614.936,37, valor que, no início de abril deste ano, chegou a quase R$ 1 milhão. O dado foi apresentado na assembleia geral do Consórcio Público Intermunicipal de Saúde para Gerenciamento dos Serviços de Urgência e Emergência do Médio Piracicaba (Cisurg), realizada na sexta-feira (15), na Prefeitura de Itabira, com a presença de representantes de 17 dos 27 municípios.
Apesar do cenário de pressão financeira vivida pela ferramenta, a reunião foi marcada por tom de cooperação. Prefeitos e Secretários de Saúde aprovaram, por deliberação, a implantação do débito automático dos repasses municipais diretamente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) ou do Fundo Municipal de Saúde (FMS). A iniciativa busca minimizar os índices de inadimplência e garantir maior regularidade no custeio do serviço de urgência e emergência nos próximos meses.

ASCOM/GRS Itabira
“Os municípios estão unidos em busca de soluções eficazes para podermos manter o atendimento pleno do serviço”, ressaltou a secretária executiva do Cisurg, Viviane Duarte. A queda no déficit, de R$ 998 mil em abril para R$ 614.936,37 em maio, reflete tanto o esforço dos municípios em regularizar os pagamentos, quanto uma série de cortes operacionais implementados. Entre as medidas adotadas estão a suspensão temporária de apoiadores de base e a redução de horas extras.
Outras medidas são: ajustes no credenciamento médico nos plantões aos fins de semana, fim do contrato com a empresa de comunicação e redução no quadro do Núcleo de Educação Continuada (NEC). “O objetivo é garantir estabilidade financeira ao Samu e sustentabilidade ao Cisurg. Temos um planejamento para sanar essas dívidas até o final do ano e, assim, assumir novos compromissos para melhorar ainda mais a qualidade e o tempo de resposta do atendimento”, afirmou o presidente e prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage.

Foto: Ascom/PMI
No diagnóstico apresentado pela assessoria contábil, também propôs, além do débito automático, a adesão ao Pix automático mediante assinatura de termo de consentimento. O relatório de inadimplência mostrou que as pendências não são recentes. O documento reuniu débitos acumulados entre 2023 e 2025, além dos primeiros meses deste ano, somando mais de R$ 331 mil. Levantamento apontou que alguns municípios ainda não assinaram o contrato de rateio (instrumento obrigatório).
Em contrapartida, o diagnóstico destacou que grande parte dos consorciados tem mantido os pagamentos em dia e que vários municípios que estavam inadimplentes já quitaram suas pendências. Na parte operacional, o relatório analítico de desempenho referente a abril deste ano mostrou uma demanda intensa pelos serviços de urgência na região. A base de Itabira, a maior da rede, registrou 1.665 ligações no mês, com 732 saídas para atendimentos pré-hospitalares e 46 inter-hospitalares.

Foto: Ascom/PMI
A base de João Monlevade contabilizou 535 ligações e 209 deslocamentos de ambulâncias. Nas outras bases regionais, Guanhães, Barão de Cocais, São Domingos do Prata, Ferros, Rio Vermelho e Santa Bárbara, também apresentaram seus dados, assim como os municípios menores: Nova Era, Rio Piracicaba e Bom Jesus do Amparo. Em todas as localidades predominaram atendimentos de causas clínicas, com maior incidência em pacientes acima de 60 anos, do sexo masculino.
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