Mostra de Arte Pública cria em Itabira galeria a céu aberto

Crédito: Thiago Santos/MAPA

Artistas de renome estão presentes na primeira edição do Mostra de Arte Pública (MAPA), até o dia 15 de outubro em Itabira. A proposta foi lançar um holofote sobre a cidade por meio da arte pública, com a criação de galeria a céu aberto. Por esse motivo, a curadoria do festival apresenta grandes nomes da arte urbana internacional com o intuito de incluir Itabira no MAPA da arte urbana. Eduardo Kobra, Zéh Palito, Mag Magrela, além de quatro artistas itabiranos selecionados por meio da convocatória aberta do projeto, farão pinturas em empenas e muros.

O festival traz ainda, em uma parceria com o Consulado da Itália em Minas Gerais, um dos principais nomes da arte contemporânea urbana, o italiano Millo. A pintura de Eduardo Kobra homenageará Carlos Drummond de Andrade e será feita em uma empena (lateral de um edifício) de 32m, em um hotel no bairro Esplanada da Estação. Raquel Bolinho e Carlos Bracher criarão instalações públicas, ambas também em homenagem ao poeta itabirano. Bolinho fará uma escultura permanente de 3,5 metros de altura de um Bolinho representando Drummond menino, com a sua bicicleta e será instalada próxima a praça do Expedicionário, no Centro.

Crédito: Yuri Oliveira/MAPA

Drummond sempre fez oposição artística, ambiental e filosófica criticando a destruição ambiental. Bracher ilustrou o pico antes e depois da mineração. Essa é uma das ilustrações que ganham grandes dimensões em uma instalação criada para a fachada da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA). Segundo Bolinho, nascida em Itabira, a ideia é fantástica e inovadora. “Sou itabirana e passei grande parte da minha vida morando na cidade, onde não tinha nada de grafite. Pensar que agora ela vai receber nomes tão importantes da cena da arte urbana e receber pinturas que eu nunca imaginei, é incrível”, comenta.

“Isso é muito importante e faz toda a diferença para estar em um festival, principalmente essa preocupação curatorial. O festival de arte de rua fomenta esse mercado, fortalece a profissão, faz com que os artistas deem continuidade ao trabalho, exponham seus trabalhos, se conectem com outros artistas e outras formas de se viver, conhecendo outras cidades e as pessoas que moram nelas. Possa até mesmo conhecer outras formas de se fazer a arte. Gosto muito desse intercâmbio cultural, quanto mais conhecimento de formas diferentes de se viver e de enxergar o mundo, melhor a gente se torna”, acrescenta Mag Magrela.

Raquel Bolinho. Foto: Acervo da artista.

“Para Itabira, promover um espetáculo deste tamanho e receber artistas desta envergadura é algo maravilhoso. Impensável até alguns anos atrás. Felizmente a cidade agora se volta para a grandeza que sempre teve, com aspirações de se abrir cada vez mais para o que há de mais bonito e moderno. Certamente as nossas ruas estarão mais coloridas e cheias de vida ao final do MAPA é isso é um legado que fica para a população”, destaca o prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage. O festival MAPA Itabira é realizado pela Prefeitura Municipal e Associação Cultural Casinha, com produção e curadoria da Pública Agência de Arte.

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