Queda da Selic tem impacto positivo no financiamento de imóveis

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O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou, nesta semana, uma redução na taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, em 0,5 passando de 13,75% para 13,25% ao ano. Embora a mudança pareça pequena, existe um impacto considerável no mercado imobiliário, com melhores taxas para financiamento. E isso acontece justamente porque o financiamento imobiliário, cujo empréstimo geralmente é garantido pelo próprio imóvel, é o que tem o menor a diferença de juros entre o quanto banco paga ao investidor e o quanto é cobrado no empréstimo.

Isso significa que as taxas de financiamento imobiliário geralmente são bem mais sensíveis às mudanças na taxa básica de juros. Além disso, juros mais altos também assustam o consumidor, principalmente quando se trata de financiamento imobiliário, que pode chegar a comprometer até 30% do salário. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) mostra que juros superiores a 11% ao ano inviabilizam a opção de financiamento para 88,4% dos entrevistados e apenas 11,6% consideram adquirir um imóvel nessa condição. Atualmente as taxas estão dentro desse limite.

“Com taxas de juros menores, a aquisição de imóveis torna-se mais atrativa, principalmente quando se tratar de um valor alto a ser financiado. Sendo assim, apesar de parecer pequena a redução, a economia ao longo do contrato é significativa e permite que o consumidor consiga investir, inclusive, em um imóvel de maior valor dentro do seu perfil. Mesmo em períodos de taxas altas, a aquisição de um imóvel em leilão de forma financiada é vantajosa, uma vez que os valores praticados nos pregões são inferiores aos adotados no mercado”, destacou a leiloeira, Claudia Frazão.

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