Saiba o que é fagofobia

Edivana Poltronieri

Empresária respeitada no mercado por criar empresa que ensina como aderir a um estilo de vida saudável e que já mudou a vida de milhares de mulheres no Brasil, Edivana Poltronieri, precisou estudar sobre fagofobia após a doença atingir sua filha de 11 anos, Valentina. “Depois de anos estudando fórmulas que ajudassem as pessoas a terem um bom relacionamento com a comida, ano passado a pandemia fez a minha família se deparar com a fagofobia, um disturbio até então desconhecido para nós”, relata Poltronieri.

Fagofobia é um transtorno psiquiátrico associado à ansiedade em que a pessoa desenvolve o medo de engolir alimentos sólidos, líquidos e até comprimidos. Após procurar ajuda médica e estudar mais sobre o assunto, Edivana explica o que pode ser o gatilho para o transtorno. “A doença está associada a traumas, que pode ser divórcio, perda de alguém querido ou pet e situações similares. No caso da minha filha, foi a pandemia. O excesso de informações sobre o coronavírus somado ao medo da morte fez ela desenvolver a doença”, relata.

No entanto, por ser um transtorno pouco falado, Edivana comenta que o diagnóstico pode ser tardio e levar a outros transtornos alimentares, como a anorexia. “Em novembro de 2020, comecei a perceber que Valentina estava reduzindo a velocidade para engolir e logo pensei que ela estava enrolando para comer. Depois de um tempo, deduzi que o problema poderia ser a comida. Daí, comecei a ver que ela disfarçava para sair da mesa só para cuspir a comida no guardanapo ou no lixo”, relata Edivana.

“No início do tratamento, eu ainda não conseguia comer. Fiquei vários dias só com sopa e vitaminas. Mas agora já consigo comer arroz, feijão sem ser batido e carne. Ainda demoro muito na mesa. Muitas vezes, todos terminam de comer e eu continuo lá, mas a família respeita muito o meu ritmo e isso me anima para buscar sempre melhorar. Agora que já sei o problema, o mais importante é ter os meus pais me ajudando sem cobranças. O meu conselho para quem tem alguém próximo que sofre com isso é manter a calma e procurar ajuda”, conta a adolescente Valentina.

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