Ascamarita transforma vidas de famílias itabiranas por meio da reciclagem

Rita Simões. Crédito: Lightpress

Com apoio da Vale, Associação dos Catadores de Recicláveis e Materiais Reaproveitáveis de Itabira (Ascamarita) ampliou sua estrutura, aumentando a produtividade e fortalecendo a geração de renda para famílias que vivem da reciclagem. “A reciclagem foi muito importante para mim. Representa muita coisa boa. É uma fisioterapia para a mente e uma fonte de renda”, celebra a coletora Rita Simões, de 63 anos, ao resumir a mudança que a atividade trouxe para sua vida. Ela está há dois anos trabalhando na Ascamarita, projetando uma nova perspectiva de futuro.

O aprendizado ultrapassou o trabalho. Em casa, Rita passou a adotar hábitos mais sustentáveis e a compartilhar com a família a importância da separação correta dos resíduos. “A gente separa o material para não ir para o meio ambiente. O plástico não se dissolve na terra. Ensinei minhas netinhas a separar”. A história dela soma-se à de outras seis famílias que encontram na atividade a principal fonte de renda. Criada em 2009 para organizar o trabalho dos catadores, a Ascamarita processa atualmente entre 15 e 20 toneladas (ton) de materiais recicláveis por mês.

Foto: Arquivo

Nos últimos anos, a entidade passou por importante transformação. Parte desse avanço foi possível graças à atuação conjunta de parceiros, entre eles a Prefeitura de Itabira e a Vale, por meio do projeto Reciclo Agora, iniciativa voltada ao fortalecimento de associações de catadores em Minas Gerais. Quando assumiu a presidência da Ascamarita, Evandro Santos, de 38 anos, encontrou limitações, espaço alugado de chão batido e condições improvisadas. Com o apoio do Reciclo Agora, a Ascamarita contou com galpão totalmente estruturado e adaptado.

O local está apto para receber, separar e armazenar os materiais em uma área de aproximadamente cinco mil m2. “A reciclagem significa tudo para mim. Hoje, basicamente, todos os associados vivem da associação”, afirmou Evandro Santos. Atualmente, a Ascamarita recebe materiais de empresas parceiras, do Poder Público Municipal por meio da Empresa de Desenvolvimento de Itabira (Itaurb) e dos próprios moradores, que levam voluntariamente os recicláveis até a unidade operacional. Após a triagem, os materiais são separados, prensados e comercializados.

Ascamarita . Crédito: Lightpress

A Ascamarita também trabalha em novos projetos para ampliar seu impacto ambiental e social. Entre eles está a implantação de um pátio de compostagem, com capacidade inicial para receber cerca de 100 toneladas de resíduos por mês e produzir aproximadamente 35 ton de composto orgânico. Essa iniciativa se conecta ao propósito do Reciclo Agora, que busca fortalecer associações de catadores por meio de investimentos em infraestrutura, qualificação técnica, acesso à tecnologia e ampliação de oportunidades de geração de renda.

“O Reciclo Agora nasceu com o objetivo de fortalecer as associações de catadores de materiais recicláveis, atuando em desafios como infraestrutura, qualificação, acesso à tecnologia e conexões. É uma iniciativa da Vale que busca reduzir o envio de resíduos para aterros e, ao mesmo tempo, gerar valor compartilhado com as comunidades onde a empresa está. Em Itabira, o propósito ganha significado ainda maior por se tratar da cidade onde nasceu a Vale e de uma comunidade que faz parte de nossa história”, afirma Daniel Vezzaro, especialista em tecnologia social da Vale.

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