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O pagamento antecipado do 13º salário para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa neste mês e deve beneficiar milhões de brasileiros. A liberação do valor pode aliviar o orçamento no curto prazo, mas especialistas alertam para a importância do planejamento para evitar dificuldades no fim do ano. De acordo com o Ministério da Previdência Social (MPS), a medida deve injetar cerca de R$ 78,2 bilhões na economia. A primeira parcela será paga entre 24 de abril e oito de maio, enquanto a segunda no período de 25 de maio a oito de junho.
O calendário segue o número final do cartão de benefício, sem considerar o dígito verificador. Têm direito ao pagamento os segurados que receberam em 2026 aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, salário-maternidade ou auxílio-reclusão. Segundo Daniel Oliveira, coordenador de Produtos de Renda Fixa do Banco Mercantil, o primeiro passo é avaliar a situação financeira atual. Para quem possui dívidas, principalmente com juros elevados, como cartão de crédito e cheque especial, a recomendação é priorizar a quitação ou renegociação.
“O 13º pode ser uma ferramenta importante para reequilibrar o orçamento. Quitar ou negociar dívidas reduz o impacto dos juros e melhora a saúde financeira no médio prazo. Planejar o uso do 13º é fundamental para não gerar desequilíbrio mais adiante. Reservar parte do valor pode evitar aperto nos próximos meses. Organizar o uso do 13º desde o recebimento faz diferença ao longo do ano. Guardar uma parte do valor e optar por investimentos simples pode ajudar a formar uma reserva e reduzir a necessidade de crédito no futuro”, conclui o especialista da instituição financeira.
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