
Dr. Pedro Mendes. Foto: FSFX
A vacinação é uma das principais estratégias de saúde pública para prevenção de doenças e redução da mortalidade. Durante a Semana Mundial da Imunização, celebrada entre os dias 24 e 30 de abril, especialistas destacam a importância de manter o calendário vacinal atualizado. Neste ano, a campanha da Organização Mundial da Saúde tem como tema “Para cada geração, as vacinas funcionam”. Segundo o infectologista da Fundação São Francisco Xavier (FSFX), Pedro Henrique Mendes, a vacinação vai além da proteção individual.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as vacinas salvaram mais de 150 milhões de vidas nos últimos 50 anos, o equivalente a seis por minuto. O impacto é resultado da adesão às campanhas essenciais para evitar surtos e proteger os mais vulneráveis. No Brasil, a vacinação é um dos pilares das políticas públicas de saúde desde a criação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 1973, oferecendo gratuitamente imunizantes contra diversas doenças, reconhecido como um dos mais completos do mundo.
A queda nas taxas de cobertura vacinal tem preocupado autoridades sanitárias. Em 2021, nenhuma das principais vacinas do calendário infantil atingiu a meta de 95% recomendada pela OMS, cenário que aumenta o risco de reintrodução de doenças já controladas. “A vacinação em massa contribui para a chamada imunidade de rebanho, reduzindo a circulação de vírus e protegendo principalmente pessoas mais vulneráveis”, explica o infectologista Pedro Henrique Mendes. Há tradição na imunização, mas com riscos de desinformação.
“As vacinas são seguras e salvam vidas. No entanto, o boicote e as fake news podem comprometer esse avanço histórico. A população deve se informar por meio de órgãos oficiais e combater a desinformação. Com menos pessoas vacinadas, aumenta o risco de reintrodução de doenças como o sarampo, além de pressionar o sistema de saúde”, alerta o infectologista da FSFX. Durante a Semana Mundial da Imunização, o especialista reforça que manter a caderneta em dia é uma medida essencial de proteção coletiva.
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