
Foto: Reprodução Instagram/AMIG Brasil
O prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage, participou na quinta-feira (5) em Brasília (DF), da primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) realizada no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como membro titular do colegiado e presidente da Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (AMIG Brasil), esteve entre os três participantes que tiveram espaço de fala. Em sua manifestação, defendeu que se avance na exploração mineral para a agregação de valor e a industrialização em seus próprios territórios, com geração de empregos qualificados, fortalecimento das economias locais e mais oportunidades para as regiões mineradoras.
O prefeito também destacou a importância de construir um novo legado para os municípios que historicamente contribuíram para o desenvolvimento econômico do país por meio da mineração. Assim, Itabira levou o debate sobre o futuro da mineração em riqueza mineral, para gerar empregos, industrialização e desenvolvimento nos territórios produtores, ampliando o processamento industrial, a transformação das matérias-primas e a geração de riqueza nos próprios territórios onde estão localizadas as jazidas. A manifestação ganha importância particular para Itabira, município cuja história, estrutura econômica e desenvolvimento urbano estão diretamente relacionados à mineração de minério de ferro.

Foto: Wagner Lopes/Casa Civil
No debate, recebeu destaque a necessidade de assegurar que os municípios participem dos benefícios econômicos gerados pela exploração dos recursos naturais. O prefeito argumentou que as cidades precisam estar no centro das decisões, considerando que são elas que convivem diretamente com os impactos e as transformações causadas. Um dos resultados mais relevantes da reunião foi a aprovação da primeira lista oficial brasileira de minerais críticos e estratégicos. O documento relaciona 27 minerais ou grupos, organizados em três classes de prioridade, conforme critérios como dependência externa, concentração da oferta mundial, riscos geopolíticos, importância industrial e posição nas cadeias produtivas.



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