
Carol Peixoto e Sandra Duarte. Crédito: Divulgação
O 6º Festival Literário Internacional de Itabira (Flitabira) vai reunir autores, pesquisadores, poetas e músicos de Itabira e de outras cidades mineiras. A curadoria é de Sandra Duarte e Carolina Peixoto. Nas mesas de debates, a obra de Drummond será discutida a partir de saberes ancestrais, novas linguagens da poesia, amor e acessibilidade, na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA). As mesas são transmitidas ao vivo pelo YouTube (@flitabira), com Libras e audiodescrição. O evento compensa o carbono gerado pela estrutura e pelos deslocamentos, em parceria com o Instituto Terra, que financia o cultivo de espécies nativas para restauração florestal, e trocou os copos descartáveis por opções biodegradáveis com certificação FSC. Todas as atividades serão gratuitas.

DJ Capone. Crédito: Divulgação
O evento tem patrocínio master da Vale, via Lei Rouanet – Ministério da Cultura, apoio da Prefeitura de Itabira, da FCCDA e do Itaú. O coreto recebe lançamento do livro de poemas escrito por alunos da rede municipal, sessões do Momento Poesia, sets de DJ e shows. O Flitabira será de 29 de outubro a 1º de novembro, com o tema: “A Máquina do Mundo em Nós”, referência ao poema de Drummond publicado no livro Claro Enigma, que completa 75 anos. As patronas da edição são Dona Rosinha e Dona Tita. Na quinta-feira (29), às 11h, a mesa “Total explicação da vida – poesia e deficiência”. O advogado Thiago Bretas, que passou por transplante, e Lilian Campos conversam com a mediadora Luciana Mendonça sobre direitos, limites e equidade. As duas são mães atípicas.

Mateus Bahiense e Camila Rocha. Crédito: Divulgação
Às 16h, Jeanyce Gabriela Araújo e Marlon Souza, com mediação de Camila Rocha, apresentam “Olha, repara, ausculta – saberes ancestrais descortinam a Máquina do Mundo”, que destaca sobre o que os conhecimentos tradicionais têm a dizer a um mundo acelerado e imediatista e sobre o sagrado, a simplicidade e o peso das relações humanas. As personalidades homenageadas nesta edição serão: Conceição Evaristo, Leda Maria Martins e Maria Mazzarello. A sexta-feira (30) começa às 11h com “E agora, Drummond? A poesia fora das páginas”. Yang Pi, Gabriel Confuso e Karem Dynide, com mediação da curadora Carolina Peixoto, falam sobre poesia que vira música, rap, slam, performance, artes visuais, post em rede social e conversa com a inteligência artificial.

Delci Cristina. Crédito: Divulgação
Às 16h, o tema “A desilusão na Máquina do Mundo” reúne Delci Cristina e Max Soares, com mediação da também curadora Sandra Duarte, em torno do gesto central do poema de Drummond, quando a resposta para o enigma da existência finalmente se oferece, o caminhante a recusa. A mesa discute se essa desilusão é perda de crença, renúncia às certezas ou uma forma de lucidez, e o que ela revela sobre Itabira e sobre o presente. A primeira atividade do Coreto, na quinta-feira (29), é o lançamento de “Palavras que transformam”, livro de poemas escrito por alunos da Escola Municipal Nico Andrade e de escolas da zona rural das regiões do Carmo e de Ipoema. O livro nasceu de um projeto sobre o acesso à literatura e à poesia, e cada criança assina um poema, que recita no sarau de lançamento.

Yang Pi. Foto: Divulgação
Às 17h, é a vez do Momento Poesia, intervenção em que poetas itabiranos independentes leem Drummond em voz alta e respondem a ele com os próprios poemas, entre leitura, desempenho e conversa com o público. A noite termina com DJ Cebola, das 20h às 22h, e o projeto Casa de Jah, que parte do reggae para percorrer ritmos brasileiros, latino-americanos e internacionais, de clássicos a faixas recentes. Na sexta-feira (30), o Momento Poesia volta ao Coreto às 17h. Às 20h, Alex Brooks, músico e professor da Escola Livre de Música de Itabira, sobe ao palco com o Trio Blues Bossa — guitarra, baixo e bateria, ao lado de músicos da cidade, em repertório de clássicos e releituras de blues, jazz e bossa nova. No sábado (31), o Momento Poesia tem duas sessões, às 14h e às 17h30.

Momento poesia. Foto: @bleia
Às 18h, DJ Capone (beatboxer, músico e produtor mineiro formado na cultura hip hop) apresenta um set instrumental construído a partir da brasilidade e das referências ancestrais da música. Às 20h, Mateus Bahiense leva ao Coreto o show instrumental “Marimba Geraes Brasil”, em trio com marimba, baixo e percussão: composições autorais e releituras de compositores mineiros, numa leitura contemporânea da música de Minas ligada às matrizes afro-brasileiras. No domingo (1º), das 11h às 13h, DJ Rafiki encerra a programação do Coreto. Nascido no estado do Rio de Janeiro e morador de João Monlevade desde jovem, ele monta seus sets a partir da música preta: soul e rap à frente, com passagens por R&B, samba, reggae e dancehall, dentre outros estilos.
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