
Marcela Bastos se prepara para ser maquinista de viagem. Foto: Carla Nascimento
O Dia do Maquinista é celebrado nesta terça-feira (20). Recursos tecnológicos estão presentes nas jornadas dos profissionais das duas ferrovias operadas pela Vale, desde o treinamento até a rotina profissional. Antes de percorrerem centenas de quilômetros conduzindo os equipamentos, os operadores podem enfrentar parte dos desafios sem sair do lugar. Durante a formação, profissionais das ferrovias operadas pela Vale treinam em simuladores de trens que reproduzem situações da operação.
Depois, já nos trilhos, outras tecnologias entram em cena para apoiar a condução e a segurança das viagens. Nas cabines de simulação, é possível reproduzir as funções executadas durante uma viagem e criar diferentes cenários para que o futuro maquinista exercite a condução e a tomada de decisão. Nas ferrovias da Vale, a simulação possui trechos que reproduzem características do trajeto, como a proximidade de rios, túneis e pontes, além de diferentes condições climáticas e trechos didáticos.
Na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e na Estrada de Ferro Carajás (EFC), ferramentas desenvolvidas no Brasil em parceria entre a Vale e a Universidade de São Paulo (USP), a tecnologia está presente em Minas Gerais e em três outros Estados: Espírito Santo, Pará e Maranhão. A formação com apoio da tecnologia também faz parte da trajetória de profissionais que se preparam para novos desafios na ferrovia. É o caso da Marcela Bastos, que atualmente atua como maquinista de pátio na EFVM.
“A tecnologia é uma aliada desde a formação até a condução. Esses recursos ampliam as informações disponíveis para a tomada de decisão e apoiam uma operação cada vez mais segura e eficiente, mantendo o profissional no centro da condução e do monitoramento”, explica Francisco Tropia, gerente-geral da EFVM. “Estou na Vale há 21 anos e ser ferroviária sempre foi um sonho. Após trilhar essa trajetória, me preparo para um novo desafio: ser maquinista de viagem”, disse Marcela Bastos.
O profissional atua conectado a uma estrutura que monitora a circulação dos trens e reforça a segurança da operação. Sistemas de controle de tráfego acompanham o distanciamento entre as composições e podem acionar a parada automática em situações previstas. Parte da frota do transporte de minério conta com computador de bordo, supervisão automática de velocidade e sistemas de comunicação que mantêm o maquinista em contato com as equipes de apoio e o Centro de Controle Operacional.
Entre as inovações em implantação nas ferrovias operadas pela Vale está o Trip Optimizer, sistema de condução semiautônoma que indica os pontos mais eficientes de aceleração e frenagem dinâmica das locomotivas, em fase de implantação na EFVM. A tecnologia considera fatores como o peso do trem, as condições da via, as restrições de velocidade e a quantidade de vagões acoplados. Durante todo o trajeto, o maquinista monitora o sistema e permanece responsável pela condução.



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