Mês das Crianças: como mostrar aos filhos a forma correta de lidar com o dinheiro

Foto: Magnific

O Dia das Crianças, celebrado em outubro, é tradicionalmente marcado por presentes e brincadeiras. Mas a data também pode servir de ponto de partida para uma iniciativa que fará diferença no futuro: ensinar os filhos a lidar com o dinheiro e começar a investir para custear a faculdade. Neste Mês das Crianças, especialista da XP destaca a importância da educação financeira na infância e mostra como o planejamento de longo prazo pode facilitar a construção de uma reserva para o futuro.

Quanto mais cedo a família iniciar o planejamento financeiro, maior pode ser o tempo para acumular recursos. Com aportes regulares e uma estratégia adequada aos objetivos, é possível construir uma reserva gradualmente, reduzindo o esforço mensal necessário para alcançar a meta. Uma revisão de mais de 100 estudos conduzida por pesquisadores da Universidade de Cambridge aponta que hábitos e atitudes relacionados ao dinheiro começam a se formar por volta dos sete anos.

No Brasil, apenas 2% dos estudantes alcançaram o nível mais alto de proficiência em educação financeira. “O mais importante é que a criança comece a entender, de acordo com a sua idade, que o dinheiro está relacionado a escolhas, planejamento e objetivos. Quando os pais transformam esses conceitos em situações do dia a dia, fica mais natural desenvolver uma relação responsável com o dinheiro ao longo do tempo”, explica Cecília Perini, líder da XP em Minas Gerais.

A educação financeira pode ser adaptada a cada fase: dos três aos seis anos, os pais podem ensinar a diferença entre necessidade e desejo, além de mostrar a importância de esperar para conquistar algo. Um cofrinho transparente ajuda a demonstrar como pequenas quantias podem se transformar em conquistas. Dos sete aos 12 anos, a mesada pode funcionar como exercício de responsabilidade. Uma estratégia é dividir o dinheiro entre gastos, economias e, eventualmente, ações de solidariedade.

Na adolescência, o aprendizado pode avançar com conta bancária e os primeiros investimentos, sempre com a participação e a supervisão do responsável, conforme as regras da instituição financeira. “Não existe uma idade única ou uma fórmula pronta. O planejamento precisa considerar a realidade de cada família e, principalmente, o objetivo que se quer alcançar. Para uma criança, o grande diferencial é o horizonte de tempo, que pode ser muito maior do que o de um adulto”, afirma Cecília Perini.

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