
Foto: Arquivo Pessoal
Devido à proximidade dos mercados consumidores e à adoção de tecnologias que permitem produzir durante todo o ano, a olericultura tem se consolidado como uma importante fonte de renda para agricultores familiares na região. A profissionalização do setor tem ampliado as oportunidades para as famílias do campo, afirma o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Corinto, Márcio Paiva, cidade que fica na região Central do Estado, aproximadamente 250 quilômetros de Itabira.
“Os produtores estão investindo em tecnologia e organização da produção para atender a um mercado que exige qualidade e regularidade no fornecimento. Isso fortalece toda a cadeia produtiva da região”, destaca Márcio Paiva. O sistema hidropônico é uma destas estratégias, aliado ao planejamento na produção e à gestão das unidades produtivas, visando o aumento da produtividade, melhoramento de qualidade dos alimentos e garantia do abastecimento contínuo do comércio regional.
Olericultura é o ramo da agricultura que se dedica ao cultivo de hortaliças, na produção de alimentos como: alface, couve e rúcula; cenoura, beterraba e rabanete; tomate e pimentão; cebola e alho; pepino, abobrinha e chuchu; e até diferentes tipos de pimentas. Em Itabira há produção de hortaliças por esse mesmo sistema (hidropônico), método de cultivo sem usar o solo. As raízes recebem água com os nutrientes minerais necessários diretamente por meio de uma solução nutritiva.
Parte do avanço também passa pelo acesso à assistência técnica, que contribui para a adoção de práticas mais eficientes. A trajetória da produtora rural Caren Carolina da Trindade representa esse movimento. No início, uma pequena horta foi estruturada apenas para complementar a renda da família, mas logo mais, mesmo reduzindo a área cultivada de três hectares, a produtividade quase triplicou e a atividade passou a ser a principal fonte de renda, após participar do programa de ATeG Olericultura do Sistema Faemg Senar.
A produção abastece cerca de 20 estabelecimentos comerciais de Corinto (supermercados, restaurantes e sacolões). Entre 2023 e 2025, no mesmo período, a receita bruta passou de R$ 129 mil para R$ 253 mil, evidenciando os ganhos proporcionados pela adoção de novas tecnologias e aperfeiçoamento de gestão. “Quando começamos, não imaginávamos onde poderíamos chegar. Tenho orgulho da nossa trajetória e de saber que levamos alimentos saudáveis e de qualidade para a mesa de tantas famílias”, afirma Caren Trindade.
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