Consulta Pública debate o acesso à cirurgia robótica no Sistema Único de Saúde

Crédito: Magnific/IA

O câncer colorretal, que abrange os tumores desenvolvidos no intestino grosso (cólon) e no reto, representa um dos maiores desafios oncológicos e de saúde pública no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de 45.630 novos casos anuais da doença, acometendo quase em igual proporção homens e mulheres. Como a doença costuma crescer de forma silenciosa e sem sintomas nas fases iniciais, exige não apenas atenção ao diagnóstico precoce, mas também constante inovação nas opções de tratamento disponíveis para a população.

Diante deste cenário, encontra-se aberta a Consulta Pública nº 74/2026. O movimento, conduzido pelos órgãos reguladores de saúde, visa avaliar a incorporação da ressecção retal assistida por robô no sistema público. A consulta, disponível na plataforma Brasil Participativo até 24 de agosto de 2026, é uma oportunidade para que pacientes, familiares, profissionais de saúde, entidades e demais cidadãos contribuam com informações e perspectivas sobre o tema. As manifestações recebidas serão consideradas no processo de avaliação da tecnologia pela Conitec.

Como contribuir na Consulta Pública

  1. Acesse o portal oficial: entre na plataforma Brasil Participativo.
  2. Localize a Consulta Pública nº 74/2026, sobre a angiotomografia coronariana como exame de primeira linha para pacientes sintomáticos com suspeita de doença arterial coronariana estável.
  3. Leia os documentos disponibilizados, incluindo o relatório técnico e a recomendação preliminar da Conitec.
  4. Clique na opção para contribuir e faça login ou cadastre-se na plataforma, caso necessário.
  5. Envie sua manifestação, com opinião, sugestões, experiências ou evidências relacionadas ao tema, até 24 de agosto de 2026.

“A região pélvica possui um espaço anatômico estreito e de difícil acesso, o que torna as cirurgias tradicionais abertas ou mesmo as laparoscópicas tecnicamente bastante desafiadoras. Por isso, é relevante avaliar alternativas tecnológicas que possam apoiar a realização de cirurgias em uma região anatômica complexa, considerando aspectos como visualização, precisão dos movimentos e preservação de estruturas adjacentes”, explica o cirurgião do aparelho digestivo e coloproctologista, Dr. Sérgio Araújo. O tratamento é a cirurgia para a retirada do tumor.

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