Café com Ancestralidade reúne personalidades para discutir a Lei Maria da Penha e igualdade racial

A Casa da Igualdade Racial realiza, nesta sexta-feira (7), às 14h, a primeira edição do Café com Ancestralidade, iniciativa que passa a integrar a programação permanente do equipamento público como um espaço de escuta, troca de experiências e valorização das histórias e saberes das mulheres. Durante o evento, atores serão convidados para discutir temas como a aplicação da Lei Maria da Penha no contexto de igualdade racial.

A estreia destas ações ocorre em alusão aos 20 anos da Lei Maria da Penha, considerada um dos principais instrumentos de proteção às mulheres no Brasil. Duas décadas após sua criação, a legislação continua impulsionando debates sobre prevenção da violência, crescimento das redes de apoio e ampliação no acesso aos direitos, e propor reflexões sobre a violência contra a mulher no cenário de desigualdades raciais.

Foto: Prefeitura de Itabira

O encontro pretende ampliar o debate sobre os desafios enfrentados por mulheres negras e quilombolas, reforçando a importância de políticas públicas que considerem diferentes realidades e promovam o acesso em proteção, justiça e cidadania. Com o tema “Educação, Ancestralidade e Igualdade Racial: mulheres construindo democracia e justiça social”, o painel reúne referências da pesquisa acadêmica e dos movimentos sociais.

Participam: Macaé Evaristo (professora, assistente social e ex-ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania), Jeanyce Araújo (psicóloga e pesquisadora), natural da Comunidade Quilombola de São Pedro, em Santa Maria de Itabira. Ela é doutoranda em psicologia social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e desenvolve pesquisas sobre psicologia quilombola e escrevivência como prática de cuidado e conhecimento.

Jeanyce Araújo. Foto: Divulgação/Funcesi

Ela também compartilhará sua experiência de intercâmbio acadêmico em Angola, aproximando diferentes vivências sobre ancestralidade, identidade e produção científica. O Café com Ancestralidade nasce com a proposta de criar um ambiente permanente de diálogo entre mulheres de diferentes gerações e trajetórias. A iniciativa busca incentivar a formação de redes de apoio e promover o compartilhamento de experiências.

“Ao completar 20 anos, a Lei Maria da Penha nos convida a olhar para as diferentes realidades vividas pelas mulheres. Não é possível enfrentar a violência sem considerar também as desigualdades raciais. O Café com Ancestralidade nasce para ampliar esse diálogo, valorizar nossas histórias e fortalecer uma rede de cuidado, acolhimento e garantia de direitos”, afirma a coordenadora da Casa da Igualdade Racial, Nyara Crispim.

Nyara Crispim. Fonte: Prefeitura de Itabira

Ao participar, a convivente terá a oportunidade de ampliar as reflexões sobre igualdade racial, direitos humanos e enfrentamento às violências. O evento é aberto ao público, especialmente às mulheres, estudantes, profissionais da rede de proteção, lideranças comunitárias, representantes de movimentos sociais e todas as pessoas interessadas na temática. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia clicando aqui.

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