As viagens corporativas em Minas Gerais estão mudando de perfil e ampliando seu impacto sobre a economia. Pesquisa realizada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de Minas Gerais (FCDL-MG) mostra que a participação em cursos, treinamentos e atividades de capacitação passou a ser o principal motivo dos deslocamentos profissionais, respondendo por mais de 40% das viagens realizadas pelos mineiros.
Na sequência aparecem as reuniões de trabalho (31%) e a participação em feiras e eventos de negócios (29%). O resultado representa uma mudança importante no comportamento das empresas, que vêm direcionando cada vez mais investimentos para a qualificação de seus colaboradores como estratégia de produtividade, competitividade e inovação. A viagem corporativa passa a ser um investimento em capital humano, com reflexos na economia.
“Os dados mostram que a viagem corporativa deixou de ser apenas um custo operacional e passou a representar um investimento estratégico para as empresas. Quando a capacitação se torna o principal motivo dos deslocamentos, estamos falando de ganho de produtividade, inovação e competitividade. Esse profissional consome hospedagem, alimentação, transporte, lazer e comércio local”, disse o economista da FCDL-MG, Vinícius Carlos Silva.
A pesquisa também evidencia que os impactos econômicos das viagens vão muito além da agenda profissional. Durante o tempo livre, os viajantes movimentam diversos segmentos da economia local: 32,5% visitam pontos turísticos, 30% frequentam restaurantes e 18% realizam compras de produtos locais. O comportamento reforça o papel do turismo de negócios como indutor do consumo e do fortalecimento das economias municipais.
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