
Foto: ADARC/Divulgação
Com a chegada do inverno rigoroso e a predominância das baixas temperaturas e do tempo seco, aumenta a circulação de vírus respiratórios em todo o país, elevando o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e de infecções gripais. A maior incidência de vírus como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e os vírus Influenza A e B acende um alerta, especialmente para pessoas que integram os grupos de maior risco. Em Itabira e região, a Associação de Doenças Autoimunes, Raras e Crônicas (ADARC) reforça a importância da adoção de medidas preventivas para reduzir o risco de contágio.
Muitos pacientes com doenças autoimunes, raras ou crônicas fazem uso de medicamentos imunossupressores, essenciais para o tratamento, mas que reduzem a capacidade de defesa do organismo e aumentam a vulnerabilidade a infecções respiratórias potencialmente graves. Dados epidemiológicos mostram que crianças pequenas e idosos são os mais afetados durante o presente período do ano. O VSR e o rinovírus estão entre os principais responsáveis pelo aumento das internações infantis, enquanto a Influenza segue como uma das maiores causas de complicações respiratórias entre a população idosa.
Nos pacientes imunossuprimidos ou com doenças crônicas e autoimunes, a infecção por esses vírus pode evoluir rapidamente para quadros graves, com comprometimento pulmonar e necessidade de hospitalização. A ADARC ressalta que atitudes simples continuam sendo fundamentais para conter a disseminação dos vírus respiratórios. Pessoas com sintomas como febre, tosse, coriza ou dor de garganta devem evitar o contato com outras pessoas, permanecer em repouso sempre que possível e procurar atendimento médico caso os sintomas se agravem. Quando for indispensável sair de casa, a recomendação a máscara.
O uso da proteção de boa qualidade, preferencialmente dos modelos PFF2/N95 ou cirúrgicas, também é indicado para idosos, pacientes imunossuprimidos e demais pessoas pertencentes aos grupos de risco em ambientes fechados, no transporte público e em locais com grande circulação de pessoas. Outro ponto de atenção destacado pela associação é a importância da vacinação. A ADARC alerta que a baixa adesão às campanhas de imunização aumenta o risco de circulação dos vírus e, consequentemente, de casos graves. A vacina é considerada uma das principais estratégias para reduzir hospitalizações e óbitos.
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