Como o uso de ferramentas tecnológicas atua no monitoramento meteorológico

Crédito: Cemig;Divulgação

A possível formação de um evento de “El Niño” de forte intensidade tem mobilizado especialistas do setor elétrico em todo o país. Em Minas Gerais, os modelos climáticos indicam a possibilidade de alterações no comportamento das chuvas e maior ocorrência de eventos extremos nos próximos meses. Diante desse cenário, a Cemig vem reforçando sua estrutura de monitoramento climático e suas ferramentas de gestão da rede elétrica para minimizar impactos e garantir maior confiabilidade no fornecimento de energia aos clientes.

A companhia conta com um dos mais completos sistemas de monitoramento meteorológico do setor elétrico brasileiro. A estrutura reúne meteorologistas dedicados ao acompanhamento das condições atmosféricas, radar meteorológico, sistema de detecção de descargas atmosféricas, monitoramento por satélite, estações meteorológicas e plataformas de inteligência operacional que auxiliam na tomada de decisões em tempo real. A preparação antecipada é fundamental diante de um cenário climático desafiador projetado para o segundo semestre de 2026 e início de 2027.

“Os modelos meteorológicos indicam a possibilidade de formação de um evento de El Niño de forte intensidade. Embora ainda existam incertezas sobre seus impactos específicos em Minas Gerais, o acompanhamento contínuo permite que a Cemig antecipe estratégias operacionais e prepare suas equipes para diferentes cenários climáticos”, explica o meteorologista da Cemig, Arthur Chaves. O Centro de Meteorologia da estatal acompanha as condições meteorológicas 24h/dia e fornece informações para as áreas de Distribuição, Transmissão e Geração da companhia.

Com base nas previsões e alertas emitidos, equipes podem ser posicionadas previamente em regiões com maior risco de tempestades, ventos fortes, descargas atmosféricas ou queimadas. Entre as ferramentas utilizadas está o radar meteorológico, que permite acompanhar a formação e o deslocamento de sistemas de chuva em tempo real.  “Conseguimos monitorar a evolução das condições atmosféricas em tempo real. Isso nos permite agir de forma preventiva, mobilizando recursos e equipes antes mesmo que os impactos ocorram sobre o sistema elétrico”, explica Arthur Chaves.

Dados processados por algoritmos cruzam informações de satélites com a localização georreferenciada das redes elétricas, permitindo o acionamento rápido das equipes de campo. “O monitoramento e a previsão meteorológica, nas diversas escalas de tempo, são ferramentas estratégicas para garantir a segurança do sistema elétrico. Quanto mais cedo conseguimos identificar um risco, maior é a capacidade de resposta da companhia e menores são os impactos para os clientes”, conclui o meteorologista.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *