
Fonte: Fecomércio MG
A Copa do Mundo mobiliza o comércio. Mais do que uma paixão nacional, o futebol se transforma em oportunidade de negócios para milhares de empresas que se prepararam para aproveitar o aumento do consumo durante os meses de maio, junho e julho. Pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG revela que mais de 66% dos empresários do comércio mineiro acreditam que o torneio terá impacto positivo nas vendas.
O levantamento ouviu 428 empresas entre os dias 26 de maio e 1º de junho, abrangendo todas as regiões do Estado. Foram pesquisados supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, tecidos, vestuário e calçados, móveis e eletrodomésticos, papelarias e outros artigos de uso pessoal e doméstico. O evento esportivo impulsiona novas oportunidades. Entre os empresários que esperam crescimento, quase 55% acreditam que as vendas poderão avançar até 20% no período.
A apuração indica que 48% dos entrevistados estimam aumento entre 5% a 20%. “A Copa do Mundo tem um forte apelo emocional para os brasileiros e isso se reflete diretamente na atividade econômica. O evento movimenta diversos segmentos, especialmente aqueles ligados à alimentação, bebidas, vestuário e eletroeletrônicos. Os empresários já perceberam esse potencial e estão se preparando para aproveitar o aumento da demanda”, afirma a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins.
Para atrair consumidores, os comerciantes investem em divulgação, promoções e melhorias nas vitrines. As redes sociais também aparecem como ferramenta estratégica para ampliar o alcance. Além disso, quase metade dos empresários classifica como médio o nível de aplicação de recursos em ferramentas digitais. Entre os produtos com maior expectativa de vendas estão bebidas alcoólicas (19%), camisas e conjuntos da seleção brasileira para adultos (15%), carnes (13%) e bebidas não alcoólicas (8%).
Nos supermercados, a aposta recai principalmente sobre bebidas e carnes. Nas lojas de vestuário, destaque para camisas da seleção, roupas, calçados e artigos temáticos relacionados ao torneio. Para quase 59% das empresas, o ticket médio deve variar entre R$ 50 e R$ 200, enquanto a média geral projetada alcança R$ 369. “O evento representa uma oportunidade importante para fortalecer o faturamento em um período estratégico do calendário comercial”, conclui a economista Gabriela Martins.
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