Valério sai perdendo, reage e arranca empate fora de casa

Fotos: Mateus Souza/ Valeriodoce

Sem vencer o adversário de estreia por quase 40 anos, fora de casa, sendo a mais recente em 1987, quando o time itabirano venceu por cinco a um, no estádio do Villa Nova, o Valério considera histórico o empate por dois gols, contra o Leão do Bonfim, após revés de dois gols no primeiro tempo, em partida realizada neste sábado (30). A arbitragem de Andreza Helena de Siqueira foi contestada ao marcar pênalti duvidoso para os mandantes, além de sinalizar penal para o time itabirano, apenas em um segundo de choque na área, entre o defensor do Villa e o atacante Valeriano, na etapa final. O Valério busca a primeira vitória no Israel Pinheiro, domingo (7), às 10h, contra o Coimbra.

Foto: Renato Martinho/Rádio Itabira

O Valério, dono da iniciativa, ocupou o campo do adversário, manteve a posse de bola na primeira etapa, criando chances claras para abrir o placar, sobretudo em três momentos, aos 10, 14 e aos 23 minutos. Revezando conclusões de fora da área e assistências de Rodrigo Fumaça, constantemente livre no lado esquerdo. Só aos 25, o Villa levou risco com Laércio, e começou a equilibrar as ações. Três minutos depois, Matheus cruzou e quase abriu o placar para o Leão do Bonfim. Renan Oliveira assumiu o protagonismo na criação das jogadas e arriscou à distância. Com pênalti aos 33, convertido por Laércio, e Bruno, com a ajuda de Arthur, aos 43, o Villa construiu o dois a zero.

Foto: Mateus Souza/ Valeriodoce

Na etapa final, o time visitante voltou com o mesmo futebol, com peças descansadas, e reagiu com gols. Vitinho voltou do intervalo na vaga de Dionatan, com mais presença ofensiva. O Valério ainda trocou o centroavante e o lateral direito, aumentando suas forças. Aos 24 minutos, Paulinho Guará queimou as cinco possibilidades de mudança, e deu certo, com mais capacidade física, explorando o desgaste adversário. Aos 10 e 14, o Dragão exigiu do Villa Nova. Laércio perdeu a chance do terceiro aos 23, mas depois só deu Valério. O empate com a conclusão de cabeça de Índio, aos 38, depois de cruzamento na área, e em pênalti aos 40, convertido por Patrick, que deixou tudo igual no placar.

Foto: Renato Martinho/Rádio Itabira

“Eles tinham uma formação onde o jogador de extremo sempre se posicionava para a diagonal do zagueiro. Tínhamos que travar mais o Ramon, nosso lateral direito, e atacar pelo lado esquerdo. O Dionatan joga pelos lados, mas tem a característica de vir pelo meio. Começamos a dar esse corredor para o Fernando Fumaça, enquanto o meio-campo preenchia o setor, evitando assim que, deixassem sempre um atacante deles atrás do nosso lateral. No segundo tempo, tivemos que soltar um pouco mais, apostando em Vitinho, que tem características semelhantes, porém, com maior aproximação e centralização. Ele entrou muito bem e nos ajudou a obter o resultado final”, disse Paulinho Guará.

Fotos: Mateus Souza/ Valeriodoce

Valério: Reynaldo; Ramon (Denzel), Carlos Alexandre, Ulisses e Querobino; Caio, Arthur (Patrick), Dionatan (Vitinho), e Renan Oliveira (Índio); Igor Bádio (João Cabral) e Rodrigo Fumaça. Técnico: Paulinho Guará.

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