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O roubo de medicamentos disparou no primeiro trimestre de 2026 e acende um alerta na segurança pública. Dados de pesquisa sobre o tema apontam que os prejuízos envolvendo esse tipo de carga saltaram de 1,7% no primeiro trimestre de 2025 para 22,3% no mesmo período deste ano. Levantamento mostra que o crime organizado passou a priorizar cargas de maior valor agregado, liquidez e facilidade de revenda ilegal. Cerca de 40% dos prejuízos registrados com roubo de cargas estão em operações superiores a R$ 1 milhão.
“As organizações passaram a mirar produtos com alto valor de mercado e rápida circulação no comércio ilegal. Medicamentos possuem demanda constante e muitas vezes conseguem ser revendidos sem levantar suspeitas imediatas”, explica o advogado criminalista Rafael Soares. A mudança também alterou o ranking dos principais alvos das quadrilhas especializadas em roubo de carga no Brasil. Os cigarros, que historicamente lideravam os índices de prejuízo, caíram de 34,1% no primeiro trimestre de 2025 para 3,7% em 2026.
Na prática, os envolvidos podem responder pelo crime de roubo, com pena de seis a dez anos de prisão, além de multa. “A pena pode aumentar em casos com uso de arma, participação de mais de uma pessoa ou atuação de organização. Existe uma majorante específica para transporte de valores, mas ela não se aplica ao transporte de mercadorias comuns”, afirma Rafael Soares. Além do prejuízo milionário para transportadoras, distribuidoras e indústrias farmacêuticas, o aumento do roubo de medicamentos gera preocupação sanitária.
Isso porque muitos produtos roubados acabam sendo revendidos sem qualquer controle de armazenamento, refrigeração ou procedência. O relatório aponta ainda que a Região Sudeste continua liderando os índices de roubo de cargas no Brasil, concentrando os maiores prejuízos nos grandes centros urbanos e corredores logísticos. Já a Região Sul perdeu relevância no ranking nacional, passando de 5,1% dos prejuízos registrados em 2025 para 1,2% em 2026.
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