
Foto: Arquivo
Infecção respiratória viral aguda, a influenza é responsável por epidemias sazonais que impactam sistemas de saúde em diferentes países. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gripe sazonal está associada a cerca de um bilhão de casos anuais no mundo, com três a cinco milhões de casos graves e até 650 mil mortes por complicações respiratórias a cada ano. Os sintomas mais comuns incluem febre de início súbito, tosse, dor de cabeça, dores musculares e na garganta, coriza e mal-estar.
“Em alguns grupos específicos como idosos, bebês, portadores de doenças crônicas e de doenças imunossupressoras, a apresentação clínica pode ser menos evidente e há maior risco de complicações graves como a pneumonia, as infecções e a insuficiência respiratória, com maior possibilidade de internação e até mesmo morte”, disse a médica infectologista, Sylvia Freire. Em 2025, o Brasil registrou cerca de 220 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Entre os casos confirmados para vírus respiratórios, aproximadamente um em cada quatro esteve associado à influenza A, colocando o vírus entre as principais causas de quadros graves no país. No mesmo período, foram contabilizadas mais de 13 mil mortes por SRAG e, entre os óbitos com identificação viral, quase metade teve relação com influenza A. De acordo com a Fiocruz, as ocorrências e hospitalizações com relação à influenza A continuam aumentando em boa parte do país.
A vacinação é recomendada para todas as pessoas a partir de seis meses de idade. Crianças entre seis meses e oito anos que serão imunizadas pela primeira vez devem receber duas doses do insumo, com intervalo mínimo de quatro semanas. A partir dos nove anos, a recomendação é de dose única anual. Pessoas com febre ou quadro infeccioso agudo devem aguardar melhora clínica antes da aplicação. A vacina é produzida com partículas de vírus cultivadas, inativadas quimicamente e purificadas.
“O imunizante estimula a produção de antígenos que não são capazes de causar infecção. Quando a pessoa vacinada entra em contato com o vírus influenza, o sistema imunológico já reconhece o agente e responde de forma mais rápida, reduzindo o risco de evolução para quadros graves”, revela Sylvia Freire. O imunizante é atualizado anualmente para acompanhar as cepas com maior probabilidade de circulação, conforme definição técnica baseada na vigilância global coordenada pela OMS.
A especialista Sylvia Freire afirma que a atualização anual é necessária devido à capacidade de mutação do vírus e alterações epidemiológicas observadas. “O influenza sofre alterações genéticas frequentes. A cada ano, centros colaboradores da OMS analisam as amostras coletadas em diversos países para identificar quais cepas têm maior probabilidade de circular na próxima temporada. A composição da vacina é ajustada com base nesses dados”, finaliza a médica infectologista.




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