
Foto: Divulgação
A Audiência Pública realizada nesta segunda-feira (27) na Câmara Municipal de Catas Altas evidenciou a ausência de garantias concretas para a execução da obra de asfaltamento da MG-326, apesar de anúncios recentes feitos pelo governo estadual. O encontro foi solicitado pelo deputado estadual Leleco Pimentel e contou com a presença do deputado federal Padre João, além de lideranças locais, moradores e representantes de órgãos públicos. A mobilização reforçou a importância da obra para a região, considerada estratégica para a mobilidade e o desenvolvimento local.

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Foram levantados pontos que ainda carecem de esclarecimento, pois não ficou definida a data de licitação da obra. Representantes do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) também não apresentaram prazos concretos para o início do processo, nem detalharam o andamento técnico do projeto. Gerou preocupação a falta de informações objetivas sobre o licenciamento ambiental. De acordo com participantes, o tema não foi esclarecido sob a justificativa de não ser atribuição direta do representante presente.

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Também foi registrada a ausência de integrantes do governo de Minas envolvidos na condução do projeto. A falta de respostas contribuiu para o clima de insegurança, demonstrando desconfiança em relação à execução da obra. Durante o debate, também foi apontada uma divergência entre declarações públicas e a situação atual do projeto. Em vídeos divulgados nas redes sociais no dia 17 de abril, o governador de Minas Gerais, Mateus Simões, afirmou que a obra estaria prestes a ser encaminhada para licitação. No entanto, até esta terça-feira (28), não houve confirmação oficial nem publicação relacionada ao processo.

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Diante do cenário, moradores e lideranças locais cobram do governo estadual: posicionamento oficial e documentado sobre a obra; definição pública da data de licitação; garantia dos recursos financeiros para execução; e a transparência em todas as etapas, incluindo o licenciamento ambiental. A urgência é reforçada pelo calendário eleitoral, já que a partir de quatro de julho entram em vigor restrições legais para ações de agentes públicos em razão das eleições. Moradores da comunidade de Fonseca afirmam que seguem mobilizados e defendem a continuidade da cobrança por transparência, responsabilidade e compromisso com a execução da obra.




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