Médica mastologista de Itabira reforça o alerta para a mudança na idade para mamografias

Mastologista: Larissa Aquino. Crédito: Jeffrey Group/Divulgação

O câncer de mama continua como desafio para a saúde da mulher. Para o triênio 2026–2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) projeta que o Brasil registre cerca de 78.610 novos casos da doença por ano, mantendo-o como o câncer mais incidente no público feminino, exceto o câncer de pele não melanoma. A mudança na diretriz acompanha a realidade que tem se tornado cada vez mais comum nos consultórios brasileiros. Segundo Larissa Aquino, mastologista, essa alteração ocorre após um aumento na incidência da doença nas jovens. “Já estávamos acompanhando uma mudança no perfil da doença, com mulheres abaixo dos 50 anos tendo uma maior incidência, e isso motivou a alteração da indicação”, explica a médica.

Apenas em Minas Gerais, são estimados cerca de 8.430 novos diagnósticos anuais nesse período. Diante desse cenário estatístico de alerta, especialistas vêm reforçando a importância do diagnóstico precoce, que agora conta com uma mudança fundamental: a indicação da realização da mamografia de rastreio a partir dos 40 anos, e não mais aos 50. Para mulheres fora da idade de rastreamento por imagem e sem histórico familiar de risco, o acompanhamento preventivo é feito, em geral, pelo ginecologista durante as consultas de rotina. Já para pacientes de alto risco, com histórico familiar, a atenção começa mais cedo, com exames clínicos a partir dos 20 ou 25 anos e rastreamento com ressonância magnética.

Além da genética, a mastologista reforça que a adoção de bons hábitos é a principal arma contra a doença. “O que conseguimos modificar são os hábitos de vida. Praticar atividade física, manter o peso adequado, alimentar-se bem e evitar o tabagismo e o etilismo são fatores protetores fundamentais e fazem parte não só da prevenção, mas também do tratamento”, ressalta. Mulheres que notarem alterações não devem esperar a consulta de rotina, buscando imediatamente um mastologista. “Se a mulher palpou um nódulo, notou alguma secreção, se a mama ficou vermelha ou se o mamilo que era para fora ficou invertido, isso tudo é sinal de atenção para investigar e não perder tempo no diagnóstico”, adverte a mastologista.

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