Estudo aponta tendência de crescimento no trabalho infantil

Crédito: Rede Brasil Atual

Apesar de não ser um fenômeno novo no Brasil, o trabalho infantil segue em constante crescimento (31,4% nos últimos três anos). Em 2019, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) mostra que 1,8 milhão de crianças e adolescentes entre cinco e 17 anos trabalhavam, número que representa 4,6% da população (38,3 milhões) que faz parte dessa faixa etária. Já o Painel de Informações Estatísticas da Inspeção do Trabalho no Brasil, do Governo Federal, aponta que há 2.324 milhões nessa situação no final de 2022.

“A crise sanitária, o problema de acesso ao ensino remoto e a falta de perspectiva na educação fizeram  com que adolescentes abandonassem a escola em troca de uma renda rápida, geralmente originalizada de um trabalho precarizado. As maiores vítimas desse processo são estudantes negros, de famílias em situação de vulnerabilidade, que enfrentam distorções na trajetória escolar”, explica a especialista de Educação do Itaú Social, Juliana Yade.

Durante a pandemia, entre 2020 e 2022, dois milhões de crianças e adolescentes deixaram a escola. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o trabalho infantil prejudica o desenvolvimento integral da criança, dificultando  seu direito de brincar e de ter uma educação de qualidade. Compreendendo o problema, o Brasil assumiu um compromisso com a ONU (Organização das Nações Unidas) de erradicar todas as formas de trabalho infantil até 2025. “Não é escolha, é necessidade”, conclui a análise da pesquisa.

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