Curiosamente relacionadas: Halloween e Dia da Poupança alertam sobre rentabilidade

Foto: IA/Gemini

O dia 31 de outubro reúne datas curiosamente relacionadas: o Halloween, conhecido como Dia das Bruxas, e o Dia Mundial da Poupança. Se, de um lado, a tradição é marcada por fantasias e travessuras, do outro, o alerta é financeiro: a baixa rentabilidade da caderneta pode comprometer o crescimento do dinheiro ao longo do tempo. Durante décadas, a poupança foi uma das principais opções dos brasileiros para guardar dinheiro. Entretanto, com a ampliação das alternativas de investimento, a modalidade vem perdendo espaço para aplicações conservadoras que podem proporcionar retornos mais expressivos.

Dados do Banco Central citados em análise da especialista em finanças pessoais Thaísa Durso, da Rico, mostram que a poupança registrou saída líquida de aproximadamente R$ 9,4 bilhões em setembro de 2026. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, os saques superaram os depósitos em cerca de R$ 66,4 bilhões. O rendimento da poupança depende da taxa Selic e da Taxa Referencial (TR). Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a remuneração corresponde a 0,5% ao mês, acrescida da TR. Quando a taxa básica de juros está em 8,5% ao ano ou abaixo desse patamar, aplica-se a regra de 70% da Selic.

Na comparação apresentada pela especialista, o Tesouro Selic aparece como uma alternativa capaz de oferecer ganhos superiores, mesmo com a incidência do Imposto de Renda sobre os rendimentos. Em uma simulação de 24 meses, um investimento inicial de R$ 1 mil na poupança produziria aproximadamente R$ 166,40 de rendimento. No mesmo cenário ilustrativo, o Tesouro Selic apresentaria ganho bruto de R$ 293,91 ou líquido de cerca de R$ 249,82, já descontado o Imposto de Renda. Os valores são estimativas e dependem das premissas adotadas para as taxas de rentabilidade, o período de aplicação e a tributação.

A rentabilidade não é o único ponto que merece atenção. Na poupança, os rendimentos são creditados mensalmente, na chamada data de aniversário do depósito. Caso o dinheiro seja retirado antes dessa data, o investidor perde a remuneração daquele período sobre o valor sacado. Já em aplicações como o Tesouro Selic, a rentabilidade acompanha a evolução diária dos títulos, observadas as condições de negociação e liquidação. O investidor, porém, deve considerar eventuais impostos, custos e oscilações no preço de venda antecipada. Outro aspecto importante é a segurança.

A poupança conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), dentro dos limites e das condições estabelecidos. O mesmo mecanismo protege determinados depósitos e investimentos emitidos por instituições financeiras associadas. Os títulos públicos federais, como o Tesouro Selic, não contam com a cobertura do FGC. Sua garantia está vinculada ao Tesouro Nacional, responsável pelo pagamento dos títulos, e envolve o risco soberano do país. Embora a poupança tenha características que podem ser úteis para determinados objetivos, comparar opções antes de investir é fundamental para tomar decisões mais conscientes.

Fonte: análise de Thaísa Durso, especialista em finanças pessoais

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