
Márcia de Almeida e a família. Foto: Arquivo Pessoal
A presença da família e dos amigos tem sido fundamental para Márcia de Almeida, de 51 anos, em tratamento contra o câncer de mama na Unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha (HMC), administrada pela Fundação São Francisco Xavier (FSFX). A paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) descobriu a doença no início de 2026, durante o autoexame. Após cirurgia para retirada de nódulos, iniciou o tratamento quimioterápico. Esposo, filhos, cunhada e sobrinha se revezam para acompanhá-la nas consultas e sessões. Essa rede de apoio é fundamental na recuperação, aponta a FSFX.
“A rede de apoio para mim está sendo meu suporte; não é fácil você passar por isso sozinha. É muito difícil, mas, com os familiares, os amigos, as pessoas ao redor da gente, é muito mais fácil passar por isso; você sabe que não está sozinha. A rede de apoio vai muito além do tratamento na oncologia, vai para casa. As pessoas me mandam jantar, almoço; minha cunhada sempre manda bolo, que ela sabe que eu gosto. Outros mandam sopinha. É muito importante”, relata Márcia de Almeida. O oncologista clínico, Dr. Luciano Viana, concorda sobre o protagonismo da rede de apoio.

Foto: Arquivo Pessoal
“O câncer de mama mexe com a mulher, a família, o corpo e a autoestima. Ter essa rede de apoio, da equipe técnica e médica, quanto o apoio familiar, é fundamental para que essa mulher se sinta acolhida, respeitada e ouvida. Muitas vezes é apenas ouvir, estar do lado, com a mão estendida para acolher um momento que, às vezes, é de dificuldade. Diagnosticar precocemente significa identificar a doença na fase inicial, com menos de dois centímetros e sem ter disseminado para os linfonodos ou para as outras estruturas do corpo”, explica o médico especialista da FSFX.
“Não tenha vergonha de se tocar e procurar atendimento. No meu caso, eu descobri o câncer com o autoexame e logo procurei o médico. Meu câncer estava em estágio inicial”, conta Márcia de Almeida. A orientação é procurar atendimento médico diante de alterações nas mamas, como mudança no formato ou volume, retração da pele, inversão do mamilo, vermelhidão, secreção ou surgimento de ínguas na axila. Durante a campanha Outubro Rosa, mês de conscientização sobre a enfermidade, a FSFX reforça a importância da prevenção, do acompanhamento médico e do diagnóstico precoce.



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