Pesquisa aponta que tíquete médio de presente do Dia das Crianças sobe 27%

Foto: Divulgação/CDL/BH

O consumidor deve gastar mais por presente neste Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro. Pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) mostra que o tíquete médio estimado é de R$ 263, alta de 27% em relação ao ano passado (R$ 206). Como os consumidores pretendem adquirir, em média, três presentes, o gasto estimado chega a R$ 789. A celebração abre o supertrimestre, período que reúne a Black Friday (27 de novembro) e o Natal, e representa um dos períodos mais importantes para o faturamento anual do comércio. Para a instituição de classe, a expectativa para o período é positiva, mas de crescimento moderado.

“Ainda estamos com juros elevados, o que dificulta as compras a prazo. O consumidor está mais consciente e procurando não se endividar, o que é muito positivo. O Dia das Crianças é uma data que aquece o varejo e é um termômetro para as vendas de Natal”, destaca o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva. De acordo com a pesquisa, 35% dos entrevistados irão presentear no Dia das Crianças. Entre os que não vão (62%), os principais motivos são: não tem ninguém para presentear (55%); restrições financeiras (20%); falta de interesse ou hábito de não presentear (17%); distância física da pessoa homenageada (3%); falta de tempo para ir às compras (2%) e não responderam (3%).

Dos consumidores que pretendem presentear este ano (35%), 82% também presentearam em 2025. E, entre eles, 48% disseram que pretendem gastar mais com a compra dos presentes, sendo o principal motivo o fato de os presentes estarem mais caros. Já 40% dos consumidores pretendem comprar presentes com o mesmo valor desembolsado no ano passado, enquanto 10,3% pretendem gastar menos. Já 2% não souberam informar ou preferiram não responder. O pagamento à vista é a opção de 58% dos consumidores: Pix (31%), dinheiro (15%) e cartão de débito (11%). O cartão de crédito é a preferência de 39% dos entrevistados. Entre os que vão parcelar, a média será de até cinco parcelas.

Os principais motivos para a escolha dessa modalidade são a possibilidade de parcelamento (36%) e o acúmulo de pontos/milhas (18%). Os brinquedos lideram a lista de presentes de acordo com 52% dos consumidores. Em seguida estão: roupas como as blusas, pijamas, calças (28%); calçados (4%); cosméticos (4%); eletrônicos (4%); material esportivo (4%); guloseimas como as cestas de bombons ou de chocolates (3%); acessórios para bebê (1%); bolsas/mochilas/malas (1%). Já 24% dos consumidores ainda não decidiram sobre qual presente será adquirido, sendo que essa pergunta aceita múltiplas formas de respostas distintas. Apesar do avanço do comércio eletrônico, a loja física segue como o principal canal de compra na data.

Em Belo Horizonte, 51% dos entrevistados pretendem comprar exclusivamente em lojas físicas, e outros 25% vão combinar compras presenciais e online. No total, o varejo físico participa da intenção de compra de 76% dos consumidores. Shopping centers (30%) e compras em sites (27%) são os canais mais citados, seguidos por lojas de rua localizadas em centros comerciais de bairro (17%) e no hipercentro (13%). Os demais locais citados pelos consumidores foram: shopping popular (11%); pequenos comerciantes autônomos (7%); comércios de serviço essencial, como mercado e outros (4%); redes sociais (3%); outlet (1%) e não souberam ou não responderam (3%).

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