
Flavio Roscoe. Foto: Divulgação/Fecomércio MG
A aproximação entre o setor produtivo e os candidatos ao Governo de Minas esteve no centro de uma rodada de encontros institucionais promovida pela Fecomércio MG nos meses de agosto e setembro, com a participação dos representantes dos 54 sindicatos patronais filiados à Federação. O presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac entregou aos candidatos a Agenda Estadual do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, documento que reúne propostas para contribuir com a formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico e social.

Gabriel Azevedo. Foto: Divulgação/Fecomércio MG
O documento foi parte de diagnóstico sobre os principais desafios de Minas Gerais e organiza propostas em oito eixos, que vão do desenvolvimento econômico ao sistema tributário, passando por empreendedorismo, qualificação profissional, transformação digital, desenvolvimento regional, segurança e comércio exterior. Ele destaca que comércio, serviços e turismo representam parcela expressiva da atividade econômica no Estado e possuem forte capilaridade territorial, especialmente entre micro e pequenas empresas, alternativa para o crescimento econômico.

Alexandre Kalil. Foto: Divulgação/Fecomércio MG
“Mais do que apresentar demandas, esse movimento cria uma oportunidade para colocar o setor produtivo dentro da discussão sobre o futuro de Minas. A Agenda Estadual traduz problemas em propostas que podem contribuir para um ambiente de negócios mais simples, uma economia mais competitiva e um Estado preparado para as transformações que já estão acontecendo”, afirma o presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato. Participaram: Mateus Simões, Flávio Roscoe, Alexandre Kalil, Gabriel Azevedo e Patrus Ananias. Houve a ausência de Cleitinho.

Mateus Simões. Foto: Divulgação/Fecomércio MG
Entre os temas com maior potencial de impacto sobre a economia mineira está a simplificação do ambiente de negócios. A Fecomércio MG propôs uma redução em sobreposições regulatórias, além de ampliar a digitalização de processos e avanço na implementação efetiva da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) e das leis de liberdade econômica nos municípios. A proposta busca reduzir prazos, custos administrativos e diferenças de interpretação que afetam principalmente os pequenos negócios.

Patrus Ananias. Foto: Divulgação/Fecomércio MG
Os cinco pontos da Agenda Estadual da Fecomércio MG
- Menos burocracia para quem empreende
Implementação efetiva da Redesim e da Lei de Liberdade Econômica, padronização de procedimentos, digitalização e redução de exigências para atividades de baixo risco.
- Qualificação profissional ligada ao emprego
O dado de que 45,6% dos empresários apontam a falta de qualificação como obstáculo à contratação dá força jornalística ao tema. A proposta é aproximar formação, mercado de trabalho e necessidades regionais.
- Infraestrutura para interiorizar o desenvolvimento
A Agenda Estadual da instituição conecta a mobilidade regional à competitividade do comércio, serviços e turismo. A ideia central é fazer a infraestrutura funcionar como instrumento de integração econômica
- Crédito e transformação digital para pequenos negócios
O documento propõe linhas específicas para digitalização, Inteligência Artificial (IA), automação e inovação, além de ampliar a presença do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) no interior.
- Segurança tributária na transição da Reforma Tributária
A Agenda Estadual aborda questões muito concretas para as empresas: manutenção e restituição de créditos de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
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