
Equipe de organização do evento
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Itabira sediou o 11º Festival Regional Nossa Arte, Regional Um do Vale do Aço, evento que promoveu no Real Campestre Clube, nesta quinta-feira (19), a celebração de arte, inclusão social, autonomia e protagonismo das pessoas com deficiência. Participam as Apaes de Barão de Cocais, João Monlevade, Nova Era, Rio Piracicaba, Santa Bárbara, Santa Maria de Itabira, São Domingos do Prata, São Gonçalo do Rio Abaixo, além da instituição anfitriã. A programação destacou diferentes formas de expressão artística, valorizando as potencialidades de cada entidade participante.
O evento reuniu as modalidades de música, artes cênicas, visuais e literárias, danças folclóricas e a tradicional, apresentadas e avaliadas por corpo de jurados, com conhecedores de cada segmento. Mais do que uma competição, o evento buscou criar espaço para que os artistas expressem seus talentos, desenvolvam a criatividade e tenham suas capacidades reconhecidas. A realização também reforçou um dos princípios centrais do movimento apaeano: a construção de uma sociedade mais inclusiva, na qual as pessoas com deficiência tenham oportunidades de participação, expressão e reconhecimento.

Presidente da APAE, Solange Aparecida de Souza
Para a presidente da APAE de Itabira, Solange Aparecida de Souza, sediar o evento representa importante responsabilidade e, ao mesmo tempo, oportunidade de valorizar a arte como instrumento de expressão, transformação e descoberta. Ela destacou a importância da participação dos artistas, profissionais, familiares, instituições, jurados e público nesta construção. “Sabemos que a arte é, e sempre será, um dos grandes pilares, e podemos perceber isso no brilho do olhar de cada artista quando lhe é dada a oportunidade de subir ao palco, mostrar seu talento, superar limites e revelar tudo aquilo que é capaz de fazer”, disse.
Um dos destaques foi a autodefensoria, movimento que incentiva o protagonismo e a autonomia das pessoas com deficiência. A iniciativa permite que os usuários expressem opiniões, apresentem sugestões, defendam seus direitos e contribuam para o aprimoramento das ações das instituições. As apresentações mostram diferentes perspectivas sobre inclusão e superação. Na dança, por exemplo, os trabalhos abordam temas como diversidade, respeito, coletividade e valorização das diferenças. A proposta é demonstrar que cada pessoa possui habilidades e formas de se expressar e que a convivência com as diferenças fortalece a sociedade.
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