
Fonte: Fecomércio MG
O comércio varejista de Minas Gerais inicia o segundo semestre de 2026 em clima de otimismo. Levantamento da Fecomércio MG aponta que 70% dos empresários acreditam que as vendas serão superiores às registradas nos seis primeiros meses do ano, impulsionadas, principalmente, pelas datas comemorativas, com destaque para o Natal, e por estratégias voltadas à atração e fidelização de clientes. A pesquisa foi realizada pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG com 416 empresas de todas as regiões do Estado. Os dados mostram que o segundo semestre continua sendo considerado o período mais favorável para o varejo mineiro.
Para aproveitar esse cenário, os empresários já definiram suas principais estratégias. Quase 45% pretendem investir mais em divulgação e propaganda, enquanto 26% apostam em promoções e 25% planejam ampliar o atendimento diferenciado ao consumidor. O objetivo é fortalecer a competitividade não apenas por meio de preços, mas também da experiência de compra. Apesar da confiança para os próximos meses, os resultados do primeiro semestre indicam um desempenho mais contido. Segundo a pesquisa, mais de 60% dos empresários afirmaram ter atingido as expectativas de vendas entre janeiro e junho, índice superior ao observado em anos anteriores, indicando cenário otimista.
Na comparação com o mesmo período de 2025, apenas 25% registraram crescimento nas vendas. Outros 38% relataram estabilidade, enquanto quase 34% informaram queda no faturamento. Os empresários acreditam que o consumo deve melhorar. “Os empresários reconhecem que o consumo continua sendo influenciado por fatores como o orçamento das famílias, o custo do crédito e o comportamento mais criterioso dos consumidores. Mesmo assim, a expectativa positiva demonstra confiança na força das datas comemorativas e na capacidade das empresas de utilizar ações comerciais mais eficientes para estimular as vendas,” aponta a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins.
Entre os empresários que não alcançaram os resultados esperados, a cautela do consumidor foi apontada como o principal obstáculo (32%). Em seguida aparecem o endividamento das famílias com mais de 25,5%, e a inflação com acima de 17% dos participantes da operação. Também foram citados como fatores que impactaram o desempenho das empresas a dificuldade de acesso ao crédito, a concorrência do comércio eletrônico e as incertezas do cenário econômico. Para mais de 61% dos empresários, a expectativa é de um segundo semestre naturalmente mais aquecido. Outros 25% afirmaram que, historicamente, o período mantém desempenho superior ao primeiro semestre.



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