
Foto: FSFX
Com tecnologia de mapeamento eletroanatômico
O Hospital Márcio Cunha (HMC), sob a gestão da Fundação São Francisco Xavier (FSFX), alcançou mais um marco na assistência em alta complexidade ao realizar, pela primeira vez, procedimentos de ablação de fibrilação atrial, que corrige problema no ritmo do coração, usando tecnologia de mapeamento eletroanatômico. Quatro pacientes foram submetidos à técnica minimamente invasiva, considerada um importante avanço no tratamento das arritmias cardíacas. A implantação do novo recurso contou com o acompanhamento do médico preceptor Dr. Marcos França, do Centro de Tratamento de Arritmias, responsável por treinar e orientar a equipe clínica durante a realização dos primeiros procedimentos, consolidando a capacitação dos profissionais para a utilização do método.
As intervenções foram conduzidas pelos cardiologistas e eletrofisiologistas do HMC, Dr. Raphael Diniz e Dra. Thatiane Olivier Ticom. Também participaram o anestesiologista Dr. Lucas Etiene, o médico residente em anestesiologia Igor Melo, e os técnicos de enfermagem: Francielle Amarinho, João Santana, Luiz Gustavo, Tatiane Souza e Viviane Barbosa, além da equipe da Syncrony Heart, formada por Rodrigo Nunes, Altemir Otoni e Denílson de Paula. “Essa tecnologia utiliza um mapeamento tridimensional em tempo real do coração, integrando a imagem aos sinais elétricos captados durante o procedimento. Com isso, é possível criar uma representação tridimensional da anatomia cardíaca, orientando o médico com muito mais precisão”, explica o Dr. Raphael Diniz.
A inovação proporciona ganhos tanto para os profissionais quanto para os pacientes. “O mapeamento eletroanatômico permite realizar a ablação com mais eficiência, segurança e melhor resolutividade, aumentando as chances de sucesso do tratamento e proporcionando melhores resultados clínicos,” acrescenta o especialista. “Essa tecnologia permite uma visualização muito mais detalhada da anatomia cardíaca e dos circuitos elétricos responsáveis pelas arritmias, tornando o procedimento mais preciso e seguro. Além disso, contribui para reduzir a exposição à radiação e aumenta a efetividade do tratamento, proporcionando mais qualidade de vida aos pacientes,” ressalta a cardiologista eletrofisiologista Dra. Thatiane Olivier Ticom. A fibrilação atrial é a arritmia cardíaca sustentada mais frequente na população.
A condição pode provocar sintomas como palpitações, falta de ar, cansaço e tontura, além de aumentar significativamente o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC). A ablação é indicada para pacientes selecionados e consiste na eliminação, por meio de cateteres introduzidos pela circulação sanguínea, dos focos responsáveis pela alteração do ritmo cardíaco, sem a cirurgia aberta. Com a realização destes procedimentos no sistema de mapeamento eletroanatômico, o HMC amplia sua capacidade de atendimento em cardiologia intervencionista e reafirma o compromisso com a inovação, a qualificação contínua das equipes e a incorporação de tecnologias de ponta. A iniciativa amplia o acesso da população a tratamentos cardiovasculares modernos, seguros e de maior precisão.
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