Balanço do “Festival da Cajá”: 26 atrações de música, audiovisual e cultura popular

Crédito: Carol Monteiro

A primeira edição do “Festival da Cajá” encerrou a programação com números que mostram seu alcance: aproximadamente 2,5 mil pessoas circularam pelo evento durante os cinco dias e ultrapassou a marca de um milhão de visualizações nas redes sociais. A programação gratuita reuniu música, audiovisual, cultura popular e economia criativa entre os dias 10 e 14 de junho. Foram 26 atividades, 13 apresentações musicais com NigganJazz, Trio Doce de Coco, Fulô das Minas, Grupo Kasa Rica, Raiz Forte Reggae, Rasta Courage, DJ Cleiton Rasta, Casa de Jah, Trio Conceição, Bloco Altamente, Adolpho Marques e DJ Márcio.

Crédito: Carol Veloso/@carolmets

Realizado pela Cajaína Cultural e pela Associação Coletivo Cultural, o evento ocupou a sede da rua Ipoema e outros espaços da cidade com uma programação integrada ao Circuito Mineiro de Festivais – Rota da Diversidade. A agenda também reuniu exibições dos documentários “Camaco” e “Vale”, rodas de conversa como o debate com o Coletivo Cacique Merong e o Clímax MG, na quinta-feira (11), e a discussão “Mulheres na Produção Cultural”, sexta-feira (12), além de intervenções como muralismo, batalha de poesia falada, manifestações da cultura popular e oficinas voltadas ao público infantil.

Crédito: Carol Veloso/@carolmets

Houve homenagem à ativista quilombola Rosemary Alvares de Souza “Dona Rosinha”. A muralista Daniele Oliveira produziu sobre ela, obra na Casa da Cidadania eternizando a trajetória de líder comunitária, reconhecendo a sua contribuição na história, cultura e luta. “É um projeto que conecta a Rota da Diversidade com o Circuito Mineiro de Festivais. A gente começou com poesia, passou por música, cinema, debates e várias linguagens artísticas. A Cajaína Cultural é um espaço aberto, democrático, de troca, onde as pessoas podem chegar, construir e trazer novas ideias”, afirmou o coordenador do evento, Yago Rios.

Crédito: Carol Veloso/@carolmets

O evento movimentou a cadeia produtiva da cultura. Cerca de 63 pessoas estiveram envolvidas na execução das atividades, contribuindo para a estrutura e realização. Foram contratados profissionais da produção, equipe técnica, segurança, alimentação, fornecedores e trabalhadores ligados à economia criativa. A ocupação dos espaços abriu oportunidade para iniciativas independentes. Empreendimentos como Collab Studio, Gabi Filtro dos Sonhos e Sara Lab Ateliê participaram. “A gente conseguiu conectar um monte de gente. Teve artesanato, comida, música, produção e pessoas trabalhando em diferentes áreas”, destacou a equipe da Cajaína Cultural.

Crédito: Ana Clara Moraes

“Foram cinco dias de festival com vários shows, oficinas, debates, rodas de conversa e diferentes linguagens artísticas. É muito importante acompanhar festivais como esse acontecendo no interior de Minas”, disse a representante do Circuito Mineiro de Festivais, Irlana Cassini. Nesta edição inicial, ficou o fortalecimento da cena cultural e de ampliação do acesso à arte, reunindo artistas, coletivos, produtores e o público. A realização do “Festival da Cajá” contou com uma rede de parceiros e apoiadores que contribuíram para a construção do evento como espaço de convivência, circulação de artistas e fortalecimento da produção cultural independente.

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