
Foto: Nidin Sanches/Divulgação/VLI
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) anunciou há 30 dias que a renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), operada pela VLI Logística, pode viabilizar projeto aguardado há anos em Minas Gerais: o contorno ferroviário Itabira–Vespasiano. A proposta foi aprovada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Carlin Sacolão Filho, presidente da Câmara Municipal, esteve cumprindo agenda em Brasília (DF) na semana passada, com o Ministro de Minas e Energia, o mineiro Alexandre da Silveira Oliveira, tratando deste tema. O vereador acredita que o transporte ferroviário impacta o desenvolvimento econômico, atraindo empresas para a cidade. O trecho ferroviário teria aproximadamente 90 quilômetros.

Reunião do dia primeiro de junho, quando a declaração foi dada por Carlin Filho
O parlamentar defendeu que deve haver união da Casa Legislativa Municipal, para buscar essa conquista. “Tive essa agenda bastante produtiva com o ministro. A discussão desse novo corredor, que pode significar um novo polo logístico que pode viabilizar um porto-seco em Itabira, para tal, o que precisamos hoje é de força política. O projeto já se encontra nas fases finais de concessão, com análise no Tribunal de Contas da União (TCU). O ex-governador e atual ministro Antônio Augusto Anastásia, integra esse colegiado, representando o Estado. Vamos oficiá-lo para que possa atender esse nosso pedido, reforçando a necessidade da comunhão política sobre essa solicitação”, disse Carlin Sacolão Filho, em entrevista para a rádio Itabira nesta terça-feira (2).

Carlin Sacolão Filho. Foto: Jéssica Paiva/CMI
“É uma discussão dos 17 vereadores, não apenas do Carlin, mas sim, de toda a cidade, onde precisamos de todos os atores pelo interesse pela diversificação econômica. A gente não pode se acomodar no tempo que a Vale disse que permanece. Eu vivi essa experiência quando estive em São Gonçalo. A logística impacta o produto final, com o preço alto dos combustíveis e o custo operacional com o transporte rodoviário, e reflexos no preço final dos produtos. A locomotiva com 80 vagões pode ser compartilhada com diversas empresas”, disse o presidente do Poder Legislativo Municipal. No passado, projeto de porto-seco no Piçarrão foi levado por forças política para o Vale do Aço. “Essa é a falta que um deputado ativo de Itabira faz”, finaliza Carlin Filho.
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