
Foto: Cemig/Divulgação
A Cemig registrou, ano passado, 769 ocorrências no sistema elétrico causadas por queimadas, que prejudicaram o fornecimento de energia para 536 mil clientes em todo o Estado. Neste ano, entre janeiro e abril, a estatal registrou 36 ocorrências de falta de energia ocasionadas pelo fogo, que causaram interrupção para mais de 12 mil clientes. Fazer queimada é considerado crime e pode levar a pessoa responsável à prisão. Os incêndios podem trazer prejuízos à população, podendo deixar hospitais, comércios e escolas sem o fornecimento de energia elétrica.

Foto: Cemig/Divulgação
“Vários equipamentos, como: postes, cabos e torres, entre outros, podem ser danificados pelas chamas e isso torna o restabelecimento do serviço mais demorado, o que pode trazer transtornos para os clientes das distribuidoras de energia elétrica. Além disso, o volume alto de fumaça pode levar a danos sérios à saúde, principalmente nesta época do ano em que doenças respiratórias são mais comuns”, explica Ramon Cavalini Furiati, gerente do centro de operação da distribuição da Cemig. Grande parte dos focos de incêndio é causada pela ação humana.

Crédito: Arquivo/Cemig
“É importante que as pessoas se conscientizem dos impactos causados por suas ações, pensem de forma coletiva e evitem dar início a focos de incêndio que podem tomar grandes proporções e causar muitos estragos, especialmente nesta época do ano, caracterizada por baixa umidade e vegetação seca”, reforça Ramon Cavalini Furiati. Medidas simples podem ser tomadas para conter os riscos: apagar com água o resto do fogo em acampamentos, para o vento não levar as brasas ao mato, além de não jogar pontas de cigarros acesas em local indevido.

Crédito: Divulgação/Cemig
Outra atitude consciente é não deixar garrafas plásticas ou de vidro expostas ao sol em áreas com vegetação, porque esses materiais podem criar focos de incêndio. Também é preciso estar atento às restrições para a prática de queimadas, mesmo quando permitidas por lei: não devem ser realizadas a menos de 15 metros de rodovias, ferrovias e do limite das faixas de segurança das linhas de transmissão e distribuição de energia. A Cemig lembra, ainda, que é proibido o uso de fogo em áreas de reservas ecológicas, preservação permanente e parques florestais.

Crédito: Divulgação/Cemig
Um dos fatores que prejudicam a atuação da Cemig é a dificuldade em chegar ao local da ocorrência. “São locais de difícil acesso e em áreas rurais muito amplas. Além disso, levar estruturas pesadas, como torres e postes, em áreas acidentadas, torna ainda mais complexa a manutenção das redes danificadas pelas queimadas”, destaca o gerente do centro de operação da distribuição. A Cemig realiza, constantemente, ações preventivas, investindo na limpeza de faixas de servidão, com poda de árvores e arbustos, além da remoção da vegetação ao redor dos postes e torres.




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