Professor da Unifei e liderança quilombola participam de evento sobre agroecologia e reforma agrária

Foto: Acervo Pessoal/Leonardo Reis

Na primeira quinzena deste mês (dias cinco e sete de maio), o professor Leonardo Reis, acompanhado da mestre dos saberes populares e liderança quilombola de São Félix, Josiane Pascoal, esteve no Rio de Janeiro (RJ) participando do 1º Encontro de Tecnologias Sociais em Agroecologia e Reforma Agrária, organizado pelo programa Tangará, do Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NIDES/UFRJ). O objetivo foi apresentar as tecnologias sociais desenvolvidas nos dois anos por meio da Rede Afroecológica.

Foto: Acervo Pessoal/Leonardo Reis

“O evento foi muito rico em diversidade e conteúdo, com debates sobre a agroecologia, geração de energia elétrica em assentamentos e a comercialização de produtos da agricultura familiar. A participação de pesquisadores, parlamentares e representantes de movimentos sociais fez com que a bolha da academia fosse furada, permitindo a troca de saberes em profundidade”, disse Leonardo Reis. A Rede Afroecológica se organiza em eixos: estruturação produtiva, regeneração ambiental, capacitação e comercialização de produtos da agricultura quilombola.

Foto: Acervo Pessoal/Leonardo Reis

A experiência levada ao evento foi fruto de articulação entre o grupo de pesquisa desenvolvido no Observatório de Conflitos e Confluências Rurais da Bacia do Rio Doce, projeto de extensão da Universidade Federal de Itajubá, campus Itabira. (OCDoce/Unifei) e a Comissão Quilombola do Rio Doce. Num processo participativo, em que as mulheres quilombolas são protagonistas, a Rede Afroecológica realizou cinco campanhas de venda de cestas e participou de quatro feiras da agricultura familiar e quilombola. Foram destaques na apresentação: a capacidade da geração de renda e a valorização da cultura quilombola.

Foto: Acervo Pessoal/Leonardo Reis

“Fizemos o circuito da Herança Africana, onde conhecemos o cais do Valongo, a Pedra do Sal, o Cemitério dos Pretos Novos e o Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira, conhecendo um pouco mais da triste e revoltante história da escravidão e diáspora africana. Os aprendizados deste evento permitirão aprimorar os processos participativos e as tecnologias sociais aplicadas à produção, comercialização, capacitação e regeneração ambiental das comunidades quilombolas articuladas,” finaliza Leonardo Reis. Clique aqui e leia o post no Instagram.

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