Comércio acredita na alta das vendas para o Dia das Mães, sinaliza pesquisa

Fonte: Reprodução/Fecomércio MG

De acordo com a pesquisa Expectativa de Vendas Dia das Mães 2026, realizada pelo Núcleo de Pesquisa & Inteligência da Fecomércio MG, mais de 98% dos estabelecimentos comerciais do Estado serão impactados pela data comercial, a segunda mais importante do ano, perdendo apenas para o Natal. A pesquisa mostra que, para 56% dos empresários do segmento, as aquisições de presentes deste ano devem superar as do ano passado. Otimismo, esperança, valor afetivo da data e aquecimento do comércio foram os principais motivos apontados para a boa expectativa de faturamento.

Para 24% das empresas, as vendas serão iguais às do ano passado e para quase 19% serão piores. Os principais motivos apontados para a baixa expectativa de vendas serão, nesta ordem: baixa nas vendas do primeiro semestre, consumidor mais cauteloso, crise econômica e endividamento do consumidor. Propaganda, promoções/liquidações e divulgação online lideram as ações de vendas que serão adotadas pelos comerciantes. A contratação de mão de obra temporária para as vendas de Dia das Mães será feita por mais de 5% das empresas, percentual abaixo do ano passado (5,5%).

O pico de vendas para a data deve ocorrer na própria semana do Dia das Mães, conforme 72% dos entrevistados; para quase 22%, as compras devem acontecer no início do mês de maio. O pix (28,5%), o cartão de crédito à vista (28%) e o cartão de crédito parcelado (27%) devem ser as modalidades de compra mais utilizadas na data, conforme a pesquisa. O tíquete médio deve oscilar entre 70 e 200 para 38% dos pesquisados. De acordo com 52% dos entrevistados, as vendas serão realizadas pela internet, ao contrário de 48% que não farão vendas on-line. O WhatsApp centraliza as vendas pela internet com 88,5% de preferência.

Os comerciantes responderam que o Instagram vem como segunda opção para 46%. A pesquisa foi realizada entre os dias nove e 17 de abril com 409 empresas, em cada região. A amostra avaliada perfaz uma margem de erro da ordem de 5%, a um intervalo de confiança de 95%.  “A data segue sendo de forte apelo emocional, o que ajuda a sustentar o consumo mesmo em um cenário de orçamento mais apertado. Além do valor afetivo, estratégias adotadas pelos empresários também são de extrema importância para atrair o consumidor, como, por exemplo, as promoções e divulgação”, aponta a economista Gabriela Martins.

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