Hipertensão é mais comum entre as mulheres, mas que mata mais homens na faixa de 50 a 59 anos

Foto: Divulgação

A hipertensão arterial, mais frequente entre mulheres, tem apresentado maior taxa de mortalidade entre homens de meia-idade. Dados compilados a partir de bases públicas pelo Núcleo de Inteligência e Conteúdo (NIC), indicam que, na faixa etária de 50 a 59 anos, o número de óbitos por doenças hipertensivas entre homens é 25% superior ao registrado entre mulheres. Apesar disso, as mulheres lideram os índices gerais da doença, concentrando maior número de internações e mortes em idades mais avançadas, especialmente acima dos 80 anos, o que evidencia a vulnerabilidade da população idosa feminina.

O comerciário Cristiano Peixoto, de 51 anos, convive com a hipertensão há cerca de 15 anos e utiliza quatro medicamentos diários para controlar a pressão arterial. “Quase todos da minha família têm hipertensão. Tento manter atividade física e vou ao médico, mas nem sempre com a frequência ideal”, relata o paciente. O alerta ganha força com o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado em 26 de abril. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), cerca de 30% da população adulta brasileira vive com a condição, considerada um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.

“Os homens procuram menos atendimento, realizam menos exames preventivos e abandonam o tratamento com mais frequência. Muitas vezes, o diagnóstico ocorre tardiamente, quando já há comprometimento de órgãos como coração, rins ou cérebro”, explica o cardiologista Vagner Ferreira. Dados mais recentes, referentes ao período de 2020 a 2024, mostram que, entre pessoas de 50 a 59 anos, foram registrados 7.327 óbitos masculinos em hospitais públicos e privados, contra 5.863 femininos. Na faixa de 60 a 69 anos, os números também permanecem mais altos entre homens: 14.202 mortes, (11.878 entre mulheres).

 

O médico Willyan Soares, de 37 anos, diagnosticado com hipertensão primária aos 22, destaca a importância da mudança de hábitos. “Alimentação equilibrada e atividade física regular são fundamentais para o controle da pressão. A obesidade e o estresse da rotina moderna têm contribuído para o aumento de casos em adultos jovens”, afirma o profissional de medicina. O levantamento também indica que o tempo médio de internação por complicações relacionadas à hipertensão é de quatro dias, refletindo a gravidade dos casos, frequentemente associados a insuficiência cardíaca ou renal.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *