Dia de Combate à Tuberculose: tosse persistente pode ser sinal da doença, alerta médico da FSFX

Pneumologista Marcos de Abreu. Foto: FSFX

O Dia Mundial de Combate à Tuberculose, nesta terça-feira (24), chama a atenção para uma doença antiga e curável, mas que ainda representa um importante desafio de saúde pública. Mesmo com tratamento disponível, ela segue atingindo milhares de pessoas. De transmissão aérea, a enfermidade se espalha principalmente em ambientes fechados e pouco ventilados. Segundo o pneumologista da Fundação São Francisco Xavier (FSFX) Marcos de Abreu, o contágio ocorre no contato direto com infectados.

“A transmissão acontece de pessoa a pessoa por pequenas partículas dispersas. Pacientes sintomáticos, tossindo e em contato próximo com outras pessoas, são a principal fonte de disseminação. Deve-se suspeitar de tuberculose em pacientes com tosse por mais de três semanas, especialmente quando há catarro com pus ou sangue, perda de peso e febre no fim da tarde”, alerta o especialista da FSFX. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações. A adesão ao tratamento é essencial para a recuperação do paciente e para evitar a propagação.

O início do tratamento interrompe a cadeia de transmissão. Sem ele, a doença pode causar danos permanentes aos pulmões. “A tuberculose pode provocar destruição pulmonar, deixando sequelas importantes, como redução da capacidade respiratória, bronquiectasias, falta de ar crônica e infecções recorrentes. O tratamento é realizado na atenção primária ou em centros especializados, com acompanhamento do paciente e monitoramento dos contatos, para identificar novos casos”, explica Dr. Marcos de Abreu.

“O diagnóstico precoce permite iniciar rapidamente o tratamento e interromper a transmissão. Todo esse processo está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ao apresentar sintomas, é fundamental procurar atendimento quanto antes”, reforça o pneumologista da FSFX. Mesmo com estrutura de atendimento consolidada, os números ainda são preocupantes. Dados do Ministério da Saúde (MS) apontam cerca de 80 mil novos casos por ano no país, além de aproximadamente seis mil mortes.

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