Conheça a história do paciente de hemodiálise do HNSD que recebeu alta

Nestor Ferreira. Foto: Comunicação/HNSD

Tratamento reforça a importância da esperança e do cuidado contínuo

Histórias de superação fazem parte da rotina do serviço de hemodiálise, mas algumas delas ganham um significado ainda mais especial. É o caso de Nestor Ferreira, paciente que recentemente recebeu alta do tratamento no Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD), trazendo mensagem de esperança para quem enfrenta a doença renal, quando o rim não está comprometido em sua totalidade.

Com uma trajetória marcada por desafios, o ora paciente conhece bem a realidade do tratamento. Desta vez, porém, viveu uma experiência diferente: a possibilidade de interromper a hemodiálise após a recuperação parcial da função renal. “Eu queria mostrar para as pessoas que estão passando por isso que é possível. A gente precisa ter força, seguir o tratamento e acreditar”, destacou ao celebrar a etapa vencida.

Durante o período em que esteve em atenção hospitalar, o paciente enfrentou momentos de medo e insegurança, sentimentos comuns entre quem inicia a hemodiálise. “No começo, eu ficava muito nervoso e estressado. Depois fui ficando mais calmo. Ver outras pessoas ali, conversando, me ajudou muito. A gente percebe que não está sozinho”, relatou. Comemorando o apoio na equipe e também em outros pacientes.

Além do impacto emocional, Nestor Ferreira também chamou atenção para os desafios da rotina do tratamento, como deslocamentos frequentes, restrições alimentares e a necessidade de disciplina. “É um processo difícil, exige muita resiliência. Mas ver alguém recebendo alta dá esperança para continuar”, completou o paciente. Casos assim são comuns, mas podem acontecer, principalmente na insuficiência renal aguda.

“Quando o paciente chega, o medo é muito grande, porque é um tratamento desconhecido. A pergunta mais comum é se vai precisar fazer hemodiálise para sempre. E a gente sempre orienta: é preciso acompanhar, porque cada caso é único”, destacou a enfermeira coordenadora da hemodiálise, Elizamara Carvalho. Ainda segundo ela, a alta ocorre quando há recuperação suficiente da função renal, por não ser enfermidade crônica.

Desta forma, foi permitindo que o paciente deixe o tratamento substitutivo e passe para o chamado tratamento conservador. “No caso dele, houve uma melhora de cerca de 30% da função renal. Isso permitiu a saída da hemodiálise, mas ele continua em acompanhamento. Agora, o mais importante é seguir corretamente a dieta, as medicações e as orientações da equipe”, explicou a enfermeira coordenadora da hemodiálise.

Ela também ressalta que o sucesso do tratamento está diretamente ligado ao trabalho conjunto da equipe multiprofissional e ao comprometimento do paciente, relacionado às terapias propostas e à alimentação. “A hemodiálise é um suporte, mas o tratamento é um tripé: máquina, medicação e dieta. E o paciente precisa assumir o protagonismo para manter a qualidade de vida e evitar o retorno ao tratamento”, afirmou a médica.

De acordo com a médica nefrologista do HNSD, Dra. Juliana Duarte, o paciente chegou ao serviço em estado delicado, com anemia severa e insuficiência renal aguda. “Ele já chegou numa fase tardia da doença, mas ele evoluiu com melhora progressiva. Primeiro houve recuperação da anemia, depois da diurese e, agora, da função renal”, explicou a profissional de medicina, ao celebrar o tratamento com várias técnicas reunidas.

Após receber a notícia da alta, Nestor Ferreira se tornou exemplo dentro do próprio serviço, para outras pacientes em tratamento na unidade de Itabira. Sua história reforça que, mesmo diante das dificuldades, é possível alcançar resultados. “Ver alguém saindo da hemodiálise é maravilhoso. Dá ânimo para quem está começando. Eu espero que minha história incentive outras pessoas a não desistirem”, finalizou a especialista.

Fonte: HNSD

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