
Nefrologista Amanda Batista. Foto: FSFX
Celebrado nesta quinta-feira (12), o Dia Mundial do Rim chama atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce das doenças renais, que evoluem muitas vezes de forma silenciosa. Neste ano, a campanha tem como tema “Cuidar de Pessoas e Proteger o Planeta”. Segundo a nefrologista Amanda Batista, médica da Fundação São Francisco Xavier (FSFX), o principal desafio no combate às doenças renais é a evolução silenciosa.
De acordo com a especialista, problemas como hipertensão e diabetes estão entre as causas mais comuns de lesões nos rins. Entre os sintomas que podem indicar comprometimento renal estão inchaço no corpo, alterações na pressão arterial, urina com espuma ou sangue, além de fraqueza e perda de apetite. No entanto, esses sinais geralmente aparecem quando a função dos rins já está bastante reduzida.
Nefrologistas destacam que hábitos saudáveis podem ajudar, como manter alimentação equilibrada, controlar o peso, praticar atividades físicas, reduzir o consumo de sal e evitar o uso de medicamentos sem orientação médica. Exames simples, como análise de urina e dosagem de creatinina e ureia no sangue, também podem identificar precocemente alterações na função renal e ajudar a evitar a progressão da doença.
Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia indicam que a enfermidade afeta 10% das pessoas. No Brasil, estima-se que aproximadamente 50 mil pacientes morram anualmente, antes de acesso à diálise ou ao transplante. O Hospital Márcio Cunha é referência no Leste do Estado. Nele, em 2025, foram realizadas mais de 67 mil sessões de hemodiálise. Além disso, 168 pacientes fazem tratamento por diálise peritoneal.
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