
Foto: Reprodução/Prefeitura de Itabira
As chuvas e altas temperaturas sazonais nos últimos e nos primeiros meses do ano criam o cenário ideal para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Além de evitar dispositivos que retêm água e podem se transformar em criatórios do vetor, é necessário agilidade e precisão no diagnóstico da doença. Em 2025, conforme dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou uma notável redução na incidência da doença, contabilizando cerca de 1,6 milhão de casos prováveis e 1600 óbitos.

Foto: Arquivo
Este dado representa uma queda significativa de aproximadamente 75% nos casos e 72% nos óbitos em relação ao ano anterior. Segundo o levantamento, a Região Sudeste concentra a maior parte dos registros (66% do total). A faixa etária mais afetada é a de 20 a 29 anos, e as mulheres representam 55% dos casos. Apesar da redução, os números ainda demandam atenção redobrada, especialmente com a influência direta das condições climáticas na disseminação do vetor de arboviroses.

Foto: Arquivo
A combinação de chuvas com temperaturas é o principal motor sazonal da doença. O acúmulo de água parada, decorrente das precipitações, cria inúmeros criadouros para as larvas, enquanto o calor acelera o ciclo de vida do mosquito, resultando em um aumento rápido da população adulta. A dengue é uma doença febril aguda, sistêmica e autolimitada, mas que pode progredir para formas graves e levar ao óbito. A maioria das mortes é evitável com assistência de qualidade e tratamento oportuno.

Foto: Arquivo.
A pessoa deve procurar atendimento médico imediato se apresentar febre alta de início súbito e pelo menos dois dos seguintes: dores de cabeça e/ou musculares sejam articulares ou atrás dos olhos, prostração, enjoo e manchas vermelhas. Entre o 3º e o 7º dia de doença, há declínio da febre, mas surgem sinais de alarme: extravasamento de plasma e/ou hemorragias, dores intensas na barriga, vômitos frequentes, tontura e/ou sensação de desmaio, dificuldade de respirar, sangramento nas mucosas, cansaço e irritabilidade.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Indivíduos com condições preexistentes têm maior risco de complicações. O controle do vetor é a principal forma de prevenção. Ações devem ser intensificadas fora do período de sazonalidade para impedir epidemias futuras. Para reduzir a transmissão, a população devem remover recipientes que possam acumular água parada (criadouros de mosquitos); vedar reservatórios e caixas d’água; desobstruir calhas, lajes e ralos; e usar telas nas janelas e repelentes em áreas de transmissão.
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