
Foto: Arquivo
Pesquisa inédita realizada pela Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN), intitulada Pesquisa ABEFIN: Aposentadoria, INSS e Previdência Privada, a realidade em 2025, escancara uma realidade preocupante: a maior parte dos brasileiros economicamente ativos não está preparada para a aposentadoria. Os dados revelam um problema comportamental enraizado, a incapacidade de planejar o futuro em meio às pressões do presente, e a quase ausência de orientação.
A pesquisa ouviu 600 trabalhadores em todo o país, com margem de erro de 4% e índice de confiança de 95%. A amostra reflete bem o mercado de trabalho: dos 78,3 milhões de trabalhadores brasileiros em 2025, metade está na formalidade (CLT ou CNPJ) e metade na informalidade. Esse dado já é, por si só, um alerta. A contribuição regular para a Previdência Social ou para planos privados fica comprometida quando 49,7% da força de trabalho sobrevive em condições precárias, sem vínculo empregatício fixo.
Entre os entrevistados, 62% afirmaram não guardar nenhum recurso para a aposentadoria, ou seja, de cada 10 brasileiros, seis vivem apenas do presente, sem qualquer preparo futuro. Entre os 38% que economizam, há dispersão: 31% citam o INSS, 42% a previdência privada e 38% outras formas de reserva, como poupança, imóveis ou investimentos. Apenas 19% dos que investem em previdência privada acreditam que terão condições de manter uma vida financeira saudável sem depender de terceiros.
Outros 38% reconhecem que terão de continuar trabalhando para sustentar seu padrão de vida. O medo de envelhecer sem recursos está tão presente que só 7% dos que contribuem com o INSS acreditam que o benefício será suficiente para viver com dignidade. Outro dado chama a atenção: 41% dos entrevistados afirmaram que, se perdessem a renda hoje, conseguiriam manter o padrão de vida por menos de três meses. Outros 39% resistiriam de três a seis meses, ou seja, oito em cada 10 brasileiros não têm reservas.
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